29/08/2010

Manchas solares podem mudar duração dos dias terrestres

A maioria de nós não nota, mas nem todos os dias têm a mesma duração. Agora um novo estudo mostra que as manchas solares - regiões escuras que aparecem na superfície do Sol - pode ser parcialmente responsáveis pelas curtas flutuações (da ordem de milisegundos) no tempo de rotação da Terra sobre seu próprio eixo.


A descoberta poderia ajudar a direcionar espaçonaves de forma mais precisa.
Já existem explicações por que o comprimento dos dias varia. Mudanças nos ventos e nas correntes oceânicas podem fazer com que a velocidade de rotação da Terra diminua ou aumente para compensar, de forma a manter o momento angular total do planeta constante.
Enquanto isso, mudanças na forma como a matéria é distribuída ao redor do planeta, devido a mudanças no clima, podem afetar a velocidade de rotação da Terra.

Pesquisadores já haviam observado que a taxa de rotação flutua com as estações em resposta às mudanças nos padrões de rotação de ventos.A mais recente associação entre manchas solares - cuja abundância sobe e cai em ciclos de 11 anos - e a taxa de rotação terrestre é talvez a mais bizarra já observada.
Agora uma equipe liderada por Jean-Louis Le Mouël, do Instituto de Geofísica de Paris, na França, descobriu que o efeito sazonal também cresce e decresce em ciclos de 11 anos, de forma semelhante às manchas solares.
ESTAÇÕES
As estações têm um efeito maior na rotação quando as manchas são escassas, a um efeito menor quando as manchas são abundantes, segundo análises de dados de 1962 a 2009.
A equipe suspeita que essa ligação entre abundância de manchas solares e taxa de rotação se deve a mudanças causadas pelas manchas sobre os padrões de vento na Terra.
Uma maneira que isso poderia ocorrer é por meio de mudanças no índice de luz ultravioleta do Sol.
Porque luz ultravioleta pode aquecer a estratosfera, manchas solares poderiam alterar os padrões de ventos, diz Steven Marcus, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (agência espacial americana), na Califórnia.
Se comprovada a ligação com as manchas solares, a descoberta poderia ser útil no uso de antenas de rádio usadas para rastrear espaçonaves. Um erro de um milisegundo no período de rotação poderia alterar cálculos da localização da nave em milhares de quilômetros se a nave estiver a uma longa distância (próxima a Marte, por exemplo).
O estudo foi publicado no periódico "Geophysical Research Letters".

24/08/2010

Animais estranhos e raros

Saiba mais sobre alguns dos bichos esquisitos que ainda estão vivos entre nós


O site The List Universe fez uma lista de animais com aparência bem estranha. Todos os membros desta seleção ainda vivem entre nós, mas muitos deles estão ameaçados de extinção.
A maioria corre perigo devido ao desmatamento que acaba com o habitat natural dos bichos. Outros animais estão correndo o risco de serem exterminados da Terra justamente por sua aparência incomum que atrai colecionadores, como é o caso do número 2. Veja a lista abaixo:
10. Proteus anguinus
  DivulgaçãoÉ um anfíbio cego muito comum em águas subterrâneas de cavernas no sul da Europa. Vive exclusivamente em lugares sem luz, é também conhecido pelos habitantes da região como peixe humano por causa da cor de sua pele. Apesar dos olhos atrofiados, seu olfato e audição são muito desenvolvidos.
9. Tremoctopus violaceus

Editora Globo
Também conhecido como polvo de véu, a fêmea desta espécie é 40.000 vezes mais pesada do que o macho. Enquanto ela mede até dois metros de comprimento, ele chega aos míseros 2,4 cm. A fêmea costuma estender seu véu quando ameaçada para parecer maior e mais assustadora do que já é.

>> Top 10: filmes de animais assassinos

8. Centrolenidae
Editora Globo
As rãs desta família são caracterizadas pela pele quase transparente. Vivem em florestas úmidas da América Central e do Sul. Também conhecida como rã de vidro, quase todos os seus órgãos são aparentes.

7. Psychrolutes marcidus
O blobfish, ou o peixe mais feio do mundo, é raramente encontrado vivo. Habitante das águas profundas do mar da Austrália e Tasmânia, tem consistência gelatinosa e densidade levemente menor que a da água, assim é quase levado por ela e usa pouco seus músculos flácidos.
6. Archaeidae
Editora Globo
Uma família de aranhas com que só come outras aranhas. A forma estranha, composta por pescoço e pinças alongadas ajuda na caçada. Conhecidas como aranhas assassinas ou pelicanos, são encontradas na Austrália, Madagascar e África do Sul.
5. Sternoptychidae
Editora Globo
Esta família de peixe habita quase todos os oceanos, menos os de água mais gelada. Como proteus e blobfish, também vive em ambientes escuros. Conta com órgãos produtores de luz dos lados para enganar predadores.
4. Kiwa hirsuta
Editora Globo
Este caranguejo peludo é coberto, na verdade por cerdas semelhantes às de camarões. Ele usa suas cerdas para filtrar a água ao seu redor. Cego e incolor, também vive na escuridão.
3. Phycodurus eques

Editora Globo
Este dragão marinho é um peixe que vive disfarçado de alga. Vive na Austrália flutuando em águas superficiais. Por ser muito camuflado, caça por emboscada. Atualmente encontra-se ameaçado.
2. Uroplatus phantasticus
Editora Globo
Mais conhecida como lagartixa satânica com cauda de folha, a espécie acima é natural da ilha de Madagascar. Mas, como vários animais da região, corre risco de ser extinta por causa da destruição de seu habitat e caça feita por colecionadores. A lagartixa usa sua aparência para camuflagem e, apesar do olhar satânico, só se alimenta de insetos.

1. Hemeroplanes cartepillar
Editora Globo
Parece, mas não é cobra. Trata-se de uma lagarta pouco conhecida e dificilmente avistada que vive nas florestas úmidas do México e América Central. Normalmente ela n”ao tem essa aparência assustadora, mas, quando é ameaçada, ganha as cores e o formato de uma cobra. Além de mimetizar cores, olhos e o formato da cobra, a lagarta simula ataques – inofensivos, já que ela não é venenosa. Esta lagarta fantasiada de cobra está muito ameaçada de extinção por causa do desmatamento. 
FONTE: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI165050-17770,00-TOP+ANIMAIS+ESTRANHOS+E+RAROS.html

15/08/2010

Cientistas desenvolvem método para detectar estado emocional de animais

Pesquisadores usaram dados obtidos com roedores.
Modelo associa 'pessimismo' ou 'otimismo' à tomada de decisões.

 

 

Donos de bichos de estimação gostam de pensar que podem julgar facilmente o humor de seus cachorros ou gatos, mas descobrir métodos científicos reais para avaliar as emoções de animais é bastante difícil.
Numa revisão publicada na “The Proceedings of the Royal Society B”, pesquisadores descrevem um sistema que pode ajudar outros cientistas a medir o humor animal.
Por ser difícil julgar o estado emocional de um animal, os pesquisadores desenvolveram um modelo que correlaciona o estado emocional à tomada de decisões.
Um animal que, ao ouvir um farfalhar na floresta, adota uma postura de “segurança em primeiro lugar”, está provavelmente se sentindo pessimista, segundo o sistema. Inversamente, um animal sentindo-se otimista interpretaria esse mesmo farfalhar como uma possível presa.
Para criar o sistema, os pesquisadores usaram dados obtidos anteriormente com roedores, além de pesquisas prévias avaliando o humor de ovelhas e porcos quando inseridos em diferentes ambientes.
“Muito disso também vem de pesquisas em humanos”, disse Mike Mendl, pesquisador de comportamento animal da Escola de Ciência Veterinária Clínica, na Universidade de Bristol, e principal autor do estudo. “Mas os humanos são muito complicados. Com animais, podemos pensar sobre isso de uma forma mais simples.”
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/08/cientistas-desenvolvem-metodo-para-detectar-estado-emocional-de-animais.html

13/08/2010

Casos de óvnis registrados no Brasil

Varginha, em Minas Gerais, tem o caso mais famoso.
Óvnis foram vistos também em São Paulo, Rio de Janeiro e no Ceará.

 Na terça-feira (10), a Aeronáutica divulgou uma portaria sobre como pilotos e tripulantes devem proceder no caso de encontrarem "objetos voadores não identificados" (óvnis) no espaço aéreo brasileiro. Os ufólogos do país comemoraram a decisão, mas pediram a liberação de arquivos secretos das Forças Armadas.

Relembre agora alguns dos principais casos em que pessoas afirmaram ter visto esse tipo de objeto.

 

Há 11 anos, em agosto de 1999, moradores de Macaé, no Rio de Janeiro, afirmaram ter visto um objeto voador não-identificado em forma de uma estrela colorida em plena luz do dia.
A população ficou assustada. Os ufólogos afirmaram que as características geológicas da cidade atraem extraterrestres. Radares do aeroporto e da Aeronáutica, no entanto, não detectaram o óvni.

 

 Em 20 de janeiro de 2008, marcas em um canavial na cidade paulista de Riolândia assustaram os moradores. Para os ufólogos, uma nave espacial pousou no local.
No mesmo mês, a Comissão Brasileira de Ufólogos pediu a liberação de supostos arquivos secretos das Forças Armadas sobre óvnis.



Em maio de 1986, o ministro da Aeronáutica brigadeiro Otávio Moreira Lima contou que 21 óvnis foram vistos sobre o céu de São Paulo. Os objetos teriam sido perseguidos por caças, mas escapado em alta velocidade. Um relatório sobre o caso foi prometido, mas nunca entregue.
O ex-ministro Celso Furtado também afirmou ter visto um óvni, em Fortaleza, em 1979. Com ele estariam o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua esposa, Ruth Cardoso.


 

Em janeiro de 1996, na cidade de Varginha, em Minas Gerais, três jovens afirmaram ter visto um ser extraterrestre em um terreno baldio.
Dois meses depois, em março, a população da cidade afirmou ter visto luzes estranhas e coloridas se movimentando pelo céu da cidade.






FONTE: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/08/relembre-alguns-dos-principais-casos-de-avistamentos-de-ovnis.html

12/08/2010

"Vida é texto corrido. A pontuação é sua. Faça sentido."



"Vida é texto corrido. A pontuação é sua. Faça sentido."






"É melhor ver uma oportunidade em cada problema do que um problema em cada oportunidade".








"Se você desistir quando for inverno, perderá a promessa da primavera, a beleza do verão e a expectativa do outono!"






"ETERNAMENTE  É  TER  NA  MENTE !"






Esperar é reconhecer-se incompleto

Guimarães Rosa





"Não quero ser um génio... Já tenho problemas suficientes ao tentar ser um homem."


(Albert Einsten)








”As regiões traiçoeiras e inexploradas do mundo não se encontram nos continentes ou nos mares; estão nas mentes e nos corações dos seres humanos.”




Fonte: http://meme.yahoo.com/karinasba/3/

11/08/2010

Bilionário oferece R$ 1,6 milhão para quem salvar mundo do crescimento

Ele apresentou nesta quarta-feira detalhes do prêmio.
Bilionário busca pessoa corajosa para ir contra a corrente.

O empresário australiano Dick Smith está oferecendo um milhão de dólares australianos (R$ 1,61 milhão) a qualquer pessoa com menos de 30 anos que possa impressioná-lo com ideias que possam salvar o mundo do crescimento desenfreado da população e do consumo.
Confira mais informações no site oficial do prêmio.
Smith apresentou nesta quarta-feira (11), em Sydney (Austrália), detalhes do prêmio. O milionário acredita que o planeta, com seus recursos finitos, não consegue suportar o atual crescimento da população. Para ele, se nada for feito, a civilização humana entrará em colapso.

O empresário disse que busca uma pessoa corajosa para ir contra a corrente do crescimento populacional. Segundo ele, políticos, líderes empresariais e a mídia australiana têm medo de falar sobre o controle do crescimento da população, porque isso seria interpretado como racismo.

Ao lado de modelos, Dick Smith apresentou detalhes do prêmio. 
Ao lado de modelos, Dick Smith apresentou detalhes do prêmio. (Foto: Greg Wood/AFP)
 FONTE: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/08/bilionario-oferece-r-16-milhao-para-quem-salvar-mundo-do-crescimento.html

 

27/07/2010

HORS DE PORTÉE - FORA DO ALCANCE

Cientistas se aproximam da 'partícula divina'

 
Cientistas que trabalham com aceleradores de partículas na Europa e nos Estados Unidos disseram nesta segunda-feira que podem estar se aproximando do misterioso Bóson de Higgs, a "partícula divina" que supostamente foi crucial para a formação do cosmos após o Big Bang.

Pesquisadores do Grande Colisor de Hádrons (LHC), gigantesca máquina científica perto de Genebra, na Suíça, disseram que em apenas três meses de experiências já conseguiram detectar todas as principais partículas envolvidas no nosso atual entendimento da física, o chamado Modelo Padrão.

Rolf Heuer, diretor-geral do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), responsável pelo LHC, disse na Conferência Internacional sobre a Física de Alta Energia, em Paris, que as experiências transcorrem mais rapidamente do que se esperava, entrando num estágio em que uma "nova física" irá surgir.

Isso pode incluir a aguardada prova da existência do Bóson de Higgs e a detecção da matéria escura, que supostamente constitui um quarto do universo, junto aos 5 por cento observáveis e 70 por cento de energia escura invisível.

"Este é um universo escuro, e espero que o LHC ... lance pela primeira vez luz sobre esse universo escuro", disse Heuer. "Isso vai demorar."

O LHC é um túnel circular de 27 quilômetros que cria pequenos Big Bangs ao provocar a colisão de partículas. Na atual etapa, as colisões ocorrem a cerca de metade do seu máximo nível energético -- 7 tera-elétron-volts (TeV).

A máquina deve chegar perto dos 14 TeV a partir de 2013, aproximando-se das condições do Big Bang, a grande explosão que criou o universo, 13,7 bilhões de anos atrás.

Cientistas de um projeto mais antigo e com menos energia, o acelerador de partículas Tevatron, perto de Chicago, disseram na conferência que reduziram o intervalo de massa possível para o Bóson de Higgs em cerca de um quarto, com uma confiabilidade de 95 por cento.

Mas eles ainda não são capazes de alcançar a região de baixa massa onde muita gente crê que o Bóson de Higgs "vive." Trata-se de uma partícula energética teórica, que muitos cientistas acreditam que ajudou a conferir massa para a matéria disparatada lançada pelo Big Bang.

Apresentando resultados do LHC, um projeto de 10 bilhões de dólares, os cientistas disseram que aparentemente detectaram pela primeira vez na Europa o Top Quark, uma enorme e efêmera partícula antes só identificada nos Estados Unidos.

"De agora em diante, estamos em um novo território", disse Oliver Buchmueller, pesquisador graduado do Cern. "O que vamos fazer é efetivamente voltar no tempo. Quanto mais elevarmos a energia, mais perto chegamos do que estava acontecendo no Big Bang."

FONTE:  http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/mundo_ciencia_particulas_fisicas

20/07/2010

Arma usa raio laser para derrubar avião na Inglaterra

Sistema foi criado pela americana Raytheon. Equipamento será usado no futuro para defesa contra armas nucleares.

A companhia americana Raytheon demonstrou nesta terça-feira (20) uma tecnologia que utiliza raio laser para atacar aeronaves. Durante a apresentação, na feira aérea de Farnborough, na Inglaterra, o Laser Close-In Weapon System (CIWS) derrubou um pequeno avião não-tripulado.
Inventado há 50 anos, o laser vinha sendo utilizado como armamento apenas em filmes de ficção científica. A arma real, no entanto, apresenta uma diferença fundamental para os sistemas representados no cinema: como todo laser, o raio é invisível a olho nu.

  Laser da Raytheon derruba avião não-tripulado na Inglaterra. (Foto: Divulgação/Raytheon)
De acordo com a empresa, a nova arma pode ser utilizada sozinha ou acoplada a um sistema de munição anti-aérea tradicional. A fibra produz um raio de 50 kilowatt, capaz de danificar com sucesso aviões não-tripulados (utilizados para mapear áreas e descobrir localização de soldados e bases inimigas), morteiros, mísseis e pequenas aeronaves.
O CIWS da Raytheon utiliza materiais cerâmicos e vidros para gerar o raio invisível. Em entrevista à BBC, o vice-presidente da divisão de sistemas de mísseis da Raytheon, Mike Booen, disse que o equipamento funcionará como última linha de defesa anti-aérea. No futuro, acredita, a arma será capaz de neutralizar até mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs), utilizados para carregar ogivas nucleares.

FONTE: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2010/07/arma-usa-raio-laser-para-derrubar-aviao-na-inglaterra.html

12/07/2010

O bicho


Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Comia com voracidade.

O bicho não era um cão.
Não era um gato.
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.






BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira, 4 ed, RJ,
J. Olympio. 1973. p.


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01/07/2010

Cientistas descobrem marcadores genéticos de longevidade



Cientistas americanos e europeus descobriram marcadores genéticos que poderiam explicar por que algumas pessoas conseguem viver mais de cem anos.
Paola Sebastiani, do Departamento de Bioestatística da Escola de Saúde Pública em Boston, e colegas estudaram os genomas de 1.055 pessoas com idades maiores ou iguais a cem anos e 1.267 pessoas no grupo controle. Os cientistas identificaram marcadores genéticos bastante diferentes entre os dois grupos.
"Cremos que a velhice saudável reflita a influência conjunta de fatores ambientais, incluindo escolhas sobre o estilo de vida, e fatores genéticos", afirmam no artigo.
Entre os componentes do estilo de vida identificados estão exercícios físicos e consumo de cigarros. Fatores genéticos, porém, também são importantes uma vez que pessoas longevas são mais comuns em famílias com precedentes.
O novo estudo, publicado na revista "Science", quantifica a contribuição da genética. Os cientistas desenvolveram um modelo que calcula a probabilidade de que uma pessoa chegue a uma certa idade baseada em 150 marcadores genéticos.
A expectativa de vida em países desenvolvidos é de 80 a 85 anos. Com base no modelo, o grupo prognosticou, com 77% de acerto, se uma pessoa irá viver até os 100 anos de idade.
As descobertas, realizadas por pesquisadores da Universidade de Boston e do Instituto de Tecnologia Biomédica da Itália, abrem caminho para que pessoas saibam no futuro se têm o potencial para viver muito.
Estudos futuros com esses marcadores também poderiam lançar luz sobre padrões específicos de envelhecimento saudável e poderiam ser úteis no desenvolvimento de tratamentos médicos especializados.


FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/760307-cientistas-descobrem-marcadores-geneticos-de-longevidade.shtml

25/06/2010

Cientistas tentam recriar som de "partícula de Deus"

Cientistas simularam o som de partículas subatômicas produzidas no Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), na Suíça.
O objetivo é facilitar a identificação da chamada "partícula de Deus" --o bóson de Higgs-- cuja existência ainda não foi confirmada, mas que, segundo teorias, daria massa a todas as outras.
A cientista Lily Asquith coordenou a equipe que desenvolveu o modelo que transforma dados do gigantesco experimento Atlas, no LHC, em sons.
"Se a energia estiver perto de você, você ouve um som grave, e se estiver mais longe, mais agudo", disse Asquith.
O colisor é um projeto milionário construído na fronteira entre a França e a Suíça para tentar responder algumas perguntas fundamentais para a física.
O experimento acontece em um túnel circular de 27 quilômetros de comprimento, repleto de imãs que "conduzem" partículas de prótons pelo imenso anel.
Em certos pontos do trajeto, os feixes de prótons mudam de trajetória e se chocam em quatro experimentos, que são minuciosamente monitorados pelos cientistas.
É nessas colisões que os estudiosos esperam encontrar novas partículas subatômicas, como o bóson de Higgs, que ajudariam a entender a origem do Universo.
Atlas é um dos quatro experimentos do colisor. Um instrumento batizado de calorímetro é usado para medir energia e é composto de sete camadas concêntricas.
Cada uma dessas camadas é representada por um tom diferente, dependendo da quantidade de energia contida nele.
O processo de transformar dados científicos em sons é chamado sonificação. Até o momento, a equipe de Asquith criou diversas simulações baseadas em previsões do que aconteceria durante as colisões no LHC.
Só agora, começaram a utilizar dados de experimentos reais.
"Quando você ouve as sonificações, na realidade, o que você está ouvindo são dados. Elas são fieis aos dados e dão informações sobre os dados que não seriam possíveis de se obter de qualquer outra maneira", disse Archer Endrich, um desenvolvedor de software que trabalha no projeto.
Pela sonificação, os cientistas esperam poder identificar diferenças sutis para detectar novas partículas.
Um compositor envolvido com o projeto, Richard Dobson, destacou ter ficado impressionado com a musicalidade das colisões.
"É possível ouvir estruturas claras nos sons, quase como se tivessem sido compostas. Cada uma parece contar uma pequena história. São tão dinâmicas e mudam o tempo todo, que se parecem muito com as composições contemporâneas", disse o músico.

da BBC BRASIL
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/bbc/755732-cientistas-tentam-recriar-som-de-particula-de-deus.shtml 

15/06/2010

Quantidade de água na Lua é maior do que se pensava



A quantidade de água na superfície lunar é maior do que os astrônomos pensavam, revelou um estudo divulgado na segunda-feira. As recentes missões à Lua revelaram a presença de gelo nas sombras das crateras, e também sob a poeira lunar. "A água pode ser onipresente no interior lunar", afirmaram os pesquisadores à revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
"Por mais de 40 anos pensamos na Lua como seca", disse Francis McCubbin, do Instituto Carnegie, de Washington, que liderou o estudo. "Descobrimos que o conteúdo mínimo de água variava de 64 partes por bilhão a 5 partes por milhão - pelo menos duas ordens de magnitude maior do que os resultados anteriores."
A água não está imediatamente acessível - ela está incorporada ao interior rochoso da Lua, segundo o relatório. Hoje, a maioria dos cientistas acredita que a Lua se formou quando um objeto do tamanho de Marte colidiu com a Terra, ejetando um material que se aglutinou e começou a orbitar o planeta, 4,5 bilhões de anos atrás.
Houve formação de magma nesse processo, e algumas moléculas de água podem ter sido preservadas conforme o magma esfriava e se cristalizava. Os pesquisadores examinaram amostras recolhidas há 40 anos durante as missões lunares Apolo. Rochas do tipo mais comum no interior contêm evidências químicas de compostos de hidrogênio e oxigênio que indicam a presença de água.
"As concentrações são muito baixas e, por isso, foram até recentemente quase impossíveis de detectar", disse em nota Bradley Jolliff, da Universidade de Washington, em Saint Louis, que trabalhou na pesquisa. "Podemos agora finalmente começar a considerar as implicações e a origem da água no interior da Lua."
(Com agência Reuters)

fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-tecnologia/quantidade-agua-lua-maior-se-pensava-569777.shtml?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

14/06/2010

Cientistas americanos criam célula com genoma sintético

 

Cientistas americanos dizem ter desenvolvido a primeira célula controlada por um genoma sintético.
Os especialistas do J. Craig Venter Institute, com sede nos Estados de Maryland e Califórnia, dizem esperar que a técnica possa criar bactérias programadas para resolver problemas ambientais e energéticos, entre outros fins.
O estudo foi publicado nesta quinta-feira na edição online da revista científica Science. Para alguns especialistas, ele representa o início de uma nova era na biologia sintética e, possivelmente, na biotecnologia.
A equipe de pesquisadores, liderada por Craig Venter, já havia conseguido sintetizar quimicamente o genoma de uma bactéria. Eles também haviam feito um transplante de genoma de uma bactéria para outra.
Agora, os especialistas juntaram as duas técnicas para criar o que chamaram de "célula sintética", embora apenas o genoma da célula seja sintético - ou seja, a célula que recebe o genoma é uma célula natural, não sintetizada pelo homem.
"Esta é a primeira célula sintética já criada. Nós dizemos que ela é sintética porque foi obtida a partir de um cromossomo sintético, feito com quatro substâncias químicas em um sintetizador químico, seguindo informações de um computador", disse Venter.
"Isto se torna um instrumento poderoso para que possamos tentar determinar o que queremos que a biologia faça. Temos uma ampla gama de aplicações (em mente)", disse.
Os pesquisadores planejam, por exemplo, criar algas que absorvam dióxido de carbono e criem novos hidrocarbonetos. Eles também estão procurando formas de acelerar a fabricação de vacinas.
Outros possíveis usos da técnica seriam a criação de novas substâncias químicas, ingredientes para alimentos e métodos para limpeza de água, segundo Venter.
Estudo
No experimento, os pesquisadores sintetizaram o genoma da bactéria M. mycoides, adicionando a ele sequências de DNA como "marcas d'água" para que a bactéria pudesse ser distinguida das naturais (não sintéticas).
Célula 'artifical'. Crédito: Science
Avanço foi considerado um marco para a ciência
Como as máquinas sintetizadoras atuais só são capazes de juntar sequências relativamente curtas de letras de DNA de cada vez, os pesquisadores inseriram as sequências mais curtas em células de leveduras. As enzimas de correção de DNA presentes na levedura juntaram as sequências.
Depois, as sequências de tamanho médio foram inseridas em bactérias E. coli, antes de serem transferidas de volta para a levedura.
Após três rodadas deste processo, os pesquisadores conseguiram produzir um genoma com mais de um milhão de pares de bases de comprimento.
Concluída essa fase, os cientistas implantaram o genoma sintético da bactéria M. mycoides em outro tipo de bactéria, a Myoplasma capricolum.
Imagens de células M. mycoides, utilizadas no estudo (Foto: 
Cortesia Science/AAAS)
Nova técnica pode facilitar produção de vacinas e tratamento de água
O novo genoma assumiu o controle das células receptoras.
Embora 14 genes tenham sido apagados ou alterados na bactéria transplantada, as células apresentaram a aparência de bactérias M. Mycoides normais e produziram apenas proteínas M. mycoides, segundo os autores do estudo.
Repercussão
Em entrevista à BBC, o especialista em biologia sintética Paul Freeman, codiretor do EPSRC Centre for Synthetic Biology do Imperial College, em Londres, disse que o estudo de Venter e sua equipe pode marcar o início de uma nova era na biotecnologia.
"Eles demonstraram que o DNA sintético pode assumir o controle e operar as funções da nova célula receptora em termos de replicação e crescimento", disse Freeman.
Freeman lembra que a célula receptora é uma célula natural, não sintética, mas "o que Venter e sua equipe mostraram é que, após o transplante e várias divisões celulares, a célula receptora assumiu algumas das características ou fenótipo do novo genoma nela inserido".
"É um avanço extraordinário, oferecendo uma prova de que, em teoria, é possível que genomas inteiros sejam sintetizados quimicamente, montados e implantados em células receptoras".
"Claro que precisamos ter cautela, já que não temos certeza de que essa abordagem funcionaria em genomas maiores e mais complexos".
"Ainda assim, este avanço representa um marco na nossa capacidade de criar células feitas pelo homem para fins estabelecidos pelo homem", concluiu Freeman.
O estudo de Venter e sua equipe foi financiado pela empresa Synthetic Genomics. Três dos autores e o J. Craig Venter Institute possuem ações da companhia.
O instituto fez pedidos de patente para algumas das técnicas descritas no estudo.

FONTE: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/05/100520_bacteria_genoma_sintetico_mv.shtml

11/06/2010

Ilhas do Pacífico estão crescendo, não afundando, diz estudo


Um novo estudo geológico revela que ilhas do Pacífico que se acreditava estarem ameaçadas pelo aumento do nível do mar na verdade estão crescendo, e não afundando.
As ilhas de Tuvalu, Kiribati e da Micronésia estão entre as que cresceram, devido ao acúmulo de restos de corais e sedimentos. O estudo, publicado na revista "Global and Planetary Change", prevê que essas ilhas ainda existirão dentro de 100 anos.
No entanto, ainda não está claro até que ponto elas serão habitáveis.
Nos últimos anos, os moradores de várias ilhas do Pacífico começaram a temer que seus países natais fossem varridos do mapa devido ao aumento do nível do mar.
Mas esse estudo sobre 27 ilhas, feito ao longo dos últimos 60 anos, sugere que a maioria permaneceu estável, enquanto algumas, na verdade, cresceram.
Usando fotos históricas e imagens de satélite, os geólogos descobriram que 80% das ilhas permaneceram iguais ou aumentaram - em alguns casos, dramaticamente.
Eles afirmam que isso se deve ao acúmulo de detritos de corais e sedimentos.
O professor Paulo Kench, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, diz que as ilhas não sofrem risco imediato de extinção.
"Esse prognóstico bastante sombrio para essas nações está incorreto", disse ele, um dos participantes do estudo. "Agora temos provas para sugerir que a base física desses países ainda estará lá dentro de 100 anos, então talvez eles não tenham que deixar seus países".
Mas apesar de as ilhas poderem continuar existindo, isso não significa que elas serão habitáveis no longo prazo, e os cientistas acreditam que futuros aumentos no nível do mar representem um perigo significativo para o modo de vida dos habitantes de Tuvalu, Kiribati, e dos Estados Federados da Micronésia.
Um cientista em Kiribati afirma que a população não deve ser levada a acreditar que cheias e erosão da costa sejam ameaças menores. 

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/bbc/745442-ilhas-do-pacifico-estao-crescendo-nao-afundando-diz-estudo.shtml

07/06/2010

Nasa descobre evidência de vida em Titã, lua de Saturno


Pesquisadores basearam-se em estudos da missão que estuda o planeta. Organismos vivos poderiam estar se alimentando de hidrogênio e acetileno.

acreditam ter descoberto evidências de que espécies primitivas de seres vivos poderiam estar morando em uma das luas do planeta. Isso porque a missão analisou a composição química na superfício da Titan, a única lua de Saturno com uma atmosfera densa, segundo especialistas. A conclusão partiu do questionamento sobre a variação na quantidade de hidrogênio e acetileno em Titan, que poderiam estar sendo consumidos por organismos vivos. Um dos estudos mostrou que moléculas de hidrogênio da atmosfera da lua estavam sumindo quando chegavam à superfície.
Outra pesquisa mapeou os focos de hidrocarbonetos na região e descobriu "buracos" na quantidade de acetileno. Segundo os cientistas, as substâncias serviriam de alimento.
De acordo com os pesquisadores, se a hipótese for confirmada, ela representaria uma segunda forma de vida no universo, independente da ingestão de água, como é na Terra. A partir de análises de lagos observados na lua de Saturno, os cientistas concluíram que pelo menos um deles contém hidrocarboneto na forma líquida. O resultado tornaria Titan o único local no sistema solar, além da Terra, a ter líquido em sua superfície, dizem os pesquisadores.
 FONTE:http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/06/cientistas-da-nasa-descobrem-possiblidade-de-vida-em-saturno.html

04/06/2010

A internet está destruindo nossas mentes, diz livro



Quando o autor Nicholas Carr iniciou as pesquisas para o livro que busca descobrir se a internet está destruindo nossas mentes, ele restringiu seu acesso a e-mails e desativou suas contas no Twitter e no Facebook.
Seu novo livro The Shallows: What the Internet is Doing to Our Brains (O Superficial: O que a Internet está fazendo com nossos cérebros) argumenta que os últimos avanços da tecnologia nos tornou menos capazes de pensamento aprofundado. Carr se descobriu tão distraído que não podia trabalhar no livro enquanto estava conectado.
"Eu descobri que minha incapacidade de me concentrar é uma grande deficiência", disse Carr à Reuters.
"Então, abandonei minhas contas no Facebook e no Twitter e reduzi o uso de email de modo que eu apenas checava algumas vezes por dia em vez de a cada 45 segundos. Descobri que esses tipos de coisas realmente fazem a diferença", afirmou ele.
Depois de inicialmente se sentir "perdido" por sua súbita falta de conexão online, Carr afirmou que após algumas semanas foi capaz de se concentrar em uma tarefa por um período sustentado e, felizmente, conseguiu terminar seu trabalho.
Carr escreveu um artigo para a revista Atlantic Magazine em 2008 em que trouxe a público a famosa dúvida "O Google está nos tornando estúpidos?" e resolveu estudar mais fundo como a internet altera nossas mentes.
O livro examina a história da leitura e aborda como o uso de diferentes mídias muda nossos cérebros. Explorando como a sociedade mudou da tradição oral para a palavra escrita e para a internet, ele detalha como o cérebro se reorganiza para se ajustar a novas fontes de informações.
A leitura na internet mudou de forma fundamental a maneira como nós usamos o cérebro, segundo o autor.
Encarando uma enxurrada de textos, fotos, vídeos, músicas e links para outras páginas, além de incessantes interrupções geradas por mensagens de texto, e-mails, atualizações no Facebook, tweets, blogs e feeds RSS, nossas mentes se acostumaram a navegar e a escanear informações.
Como resultado, desenvolvemos habilidades na tomada de decisões rápidas, particularmente as baseadas em estímulos visuais, afirma Carr.
Mas, agora, a maioria de nós lê com pouca frequência livros, ensaios longos ou artigos que nos ajudam a concentrar e sermos mais introspectivos e contemplativos, diz o autor.

Bibliotecários - Para Carr, estamos nos tornando mais como bibliotecários, capazes de encontrar rapidamente informações e perceber quais são as melhores, do que acadêmicos que são capazes de digerir e interpretar a informação.
A falta de foco afeta a memória de longo prazo, levando muitas pessoas a se sentirem distraídas, afirma o autor.
"Nunca ativamos as funções mais profundas, interpretativas de nossos cérebros", disse ele.
Para ilustrar esse ponto, ele compara a memória de curto prazo a um dedal e a de longo prazo a uma grande banheira. Ler um livro é como encher a banheira com água a partir de um fluxo constante de uma torneira, com cada porção de informação sendo construída a partir da anterior.
Em contraste, a internet é um conjunto infinito de torneiras abertas ao máximo, nos deixando tomados de porções pequenas de informações desconexas para encher a banheira, o que torna mais difícil para nossas mentes fazer as conexões necessárias que permitiriam seu uso posteriormente.
"O que estamos perdendo é todo um conjunto de outras habilidades mentais, aquelas que requerem não a mudança de nosso foco, mas a manutenção dele sobre um ponto", disse o autor.
"Contemplação, introspecção, reflexão, não há espaço ou tempo para isso na internet."
Carr sustenta que durante séculos os livros protegeram nossas mentes da distração, concentrando o foco em um assunto por vez.
Mas com aparelhos como Kindle e iPad, que incorporam leitores de livros digitais a browsers de Internet, se tornando comuns, Carr afirma que os livros também vão mudar.
"Novas formas de leitura sempre exigem novas formas de escrita", diz ele.
Se os escritores atuam em uma sociedade que é cronicamente distraída, eles inevitavelmente vão desistir de argumentos complexos que requerem atenção contínua para escreverem pequenas quantidades de informação.
Carr tem uma sugestão para aqueles que sentem que navegar pela internet os deixou incapazes de concentração: reduza o ritmo, se afaste da internet e pratique as habilidades de contemplação, introspecção e reflexão.
"Está muito claro na ciência do cérebro que se você não exercita habilidades particularmente cognitivas, você vai acabar perdendo-as", disse ele. "Se você está constantemente distraído, não vai pensar do mesmo modo de que se estivesse prestando atenção."
(Com agência Reuters) 
FONTE: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-tecnologia/internet-esta-destruindo-nossas-mentes-diz-livro-566623.shtml?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

23/05/2010

Esportes/ comercial: Comercial de cerveja para a Copa do Mundo mostra 'Deus' como argentino

Propaganda da Quilmes relaciona lances históricos à mão divina.
'Queremos dar uma mensagem de confiança', diz diretor da empresa.

 

 Um comercial da cerveja Quilmes, patrocinadora oficial da seleção de futebol da Argentina, provoca polêmica ao mostrar “Deus” como sendo argentino. A propaganda, entitulada "Diós", passou a ser veiculada neste fim de semana na Argentina relaciona Deus a momentos marcantes da seleção na história das Copas.

“Para a Quilmes, assim como para todos os argentinos, a Copa do Mundo é uma ocasião muito especial”, diz Diego Belbussi, diretor de marketing da empresa. “Estamos seguros que esta propaganda deixará uma mensagem de confiança sobre a história, o presente e o futuro da seleção.”
Assista ao comercial
No comercial, uma voz vinda dos céus fala à população que foi sim responsável por lances históricos nas Copas do Mundo, como a bola na trave que evitou a derrota da Argentina para a Holanda no último minuto da final da Copa de 1978, ou a série de bolas que chutadas na trave pelos jogadores do Brasil durante a partida contra os argentinos no Mundial de 1990. “Sim, fui eu”, diz a “voz” no comercial.
Propaganda clama argentinos a torcerem pela seleção nacionalPropaganda clama argentinos a torcerem pela
seleção nacional (Foto: AFP)
“Deus” também admite ter colaborado no famoso gol feito com a mão por Maradona contra a Inglaterra na Copa de 1986. “Esta pode ter sido sim a minha mão”, diz.

A propaganda segue mostrando lances decisivos protagonizados pelos argentinos, como os pênaltis defendidos pelo goleiro Goycoechea, também em 1990, o golaço de Maradona driblando vários ingleses, em 1986, o gol do título da final daquela Copa, marcado por Burruchaga contra a Alemanha, e o gol de Palermo em pleno temporal no final da partida contra o Peru, nas Eliminatórias para a Copa de 2010, que salvou a Argentina na ficar de fora da Copa. E “Deus” diz: “Não, isso não fui eu!”. O comercial termina pedindo ao povo argentino para torcer e amar as cores da seleção acima de tudo.
No Brasil, outra marca de cerveja, a Skol, veicula propagandas nas quais torcedores argentinos se tornam fãs da seleção brasileira após beber o produto.

FONTE: http://g1.globo.com/especiais/africa-do-sul-2010/noticia/2010/05/comercial-de-cerveja-para-copa-do-mundo-mostra-deus-como-argentino.html

18/05/2010

Como é feito o lápis?


A fabricação do lápis é simples: consiste em colocar a grafite dentro de tábuas de madeira. Mas nem sempre foi assim. Apesar de a humanidade usar ferramentas de escrita desde os primórdios, a grafite só foi descoberta no século 16, na Inglaterra - os ingleses confundiram o material com chumbo, engano desfeito no fim do século 18. Nos primeiros lápis, pedaços de grafite eram enrolados em cordas ou pele de animais para facilitar o manuseio. Mais tarde, alemães começaram a usar pedaços de madeira para cobrir a grafite. O apetrecho foi evoluindo até ganhar uma borracha na ponta em 1858, invenção do americano Hyman Lipman. A idéia, bastante simples, acontece na última etapa da produção: uma das extremidades é afinada, recebe uma cinta de metal para segurar a borracha , que é então colada e prensada. Depois, é só escrever: um só lápis é capaz de anotar 45 mil palavras ou riscar uma linha de 56 quilômetros de comprimento!

É pau, é pedra...

..No fim do caminho, as tábuas de madeira com grafite ganham camadas de verniz e pintura
1. Ao chegar aos 18 anos, o pinheiro (Pinus caribea) está pronto para virar lápis. Muita gente pensa que o objeto é feito com um pedaço inteiriço de madeira com um furo no meio. Na verdade, a madeira é cortada em tábuas finas, de 18 x 7,5 centímetros de tamanho. Essa madeira é seca, tingida com corantes para ficar rosada e ganha camadas de gordura para ficar mais macia
2. Durante os processos de secagem e tintura, a madeira reage e pode "empenar" caso seja utilizada imediatamente. Para evitar esse problema,  a madeira fica descansando por 60 dias. Depois desse período, começa a linha de produção: uma máquina abre oito pequenas canaletas em forma de semicírculo, com metade do diâmetro da grafite, nas tábuas
3. As minas de grafite ou de lápis colorido são coladas em uma dessas canaletas. A grafite que se usa hoje não é pura - uma mistura de barro seco e água é acrescentada à grafite para amaciar o material, que é então comprimido sob altas temperaturas até virar um cilindro. Já a mina do lápis de cor não tem grafite - no lugar, entram barro, goma, cera e pigmentos coloridos
4. Uma segunda tábua com canaletas é colada sobre a tábua que contém a mina, formando um "sanduíche", que é prensado até que as minas e a madeira tornem-se uma peça única. A madeira, além de proteger a mão da sujeira do grafite, evita que a mina se quebre ao cair no chão. Depois, uma máquina retira o excesso de cola e as tábuas passam algumas horas secando
5. O sanduíche pronto segue para uma máquina com lâminas de aço. De um lado, a máquina corta a face superior e, de outro, o lado inferior da tábua, até os lápis serem separados individualmente. O corte pode ser circular ou hexagonal - os lápis hexagonais têm a vantagem de não saírem rolando sobre superfíceis lisas. Um só sanduíche pode produzir de seis a nove lápis
6. Os lápis são lixados, mergulhados em verniz e secos. A pintura pode ser por imersão ou com jatos de spray - são até cinco camadas de tinta. Já secos e com os excessos removidos, os lápis recebem o nome do fabricante com uma prensa de metal quente. Para acabar, eles são apontados em um dos lados e estão prontos para escrever. No fim da história, cada pinheiro rende até 9 mil lápis.

por Marina Motomura
FONTE: http://mundoestranho.abril.com.br/ciencia/pergunta_287854.shtml

16/05/2010

Site mostra como você será em 20 anos

 Basta fazer o uploud de uma foto que o site a transforma, mostrando como seria seu rosto em 20 anos.
Veja --> http://in20years.com/


13/05/2010

Brasil pode estar construindo bomba atômica, conjectura pesquisador alemão


Às vésperas da visita do presidente Lula ao Irã, pesquisador alemão Hans Rühle divulga suspeita de que o Brasil teria programa nuclear "paralelo".


Entre brasileiros comuns, que andam pelas ruas e assistem à televisão, a ideia de construção de uma bomba atômica soa improvável. Mas não para um pesquisador que acompanha o desenrolar político brasileiro de fora do país.
No início do mês, um artigo do alemão Hans Rühle aguçou o debate sobre a proliferação de armas atômicas. Num longo texto em que revisita episódios da história da ditadura militar e reproduz depoimentos de autoridades brasileiras importantes – como o presidente Lula –, Rühle diz que o Brasil pode estar, sim, desenvolvendo uma bomba atômica às escondidas.
A opinião publicada na revista alemã Internationale Politik, do Conselho Alemão de Relações Internacionais, repercutiu na Europa.
A Deutsche Welle conversou com o pesquisador, ex-diretor do departamento de planejamento do Ministério alemão da Defesa e especialista em questões de armamento.
Hans
 Rühle, 
especialista em segurançaBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Hans Rühle, especialista em segurançaDeutsche Welle: Em quais fatos o senhor se baseou para escrever o artigo?
Hans Rühle: Primeiro, é preciso lembrar que o Brasil teve três diferentes programas nucleares entre 1975 e 1990. Eles acabaram, mas não está claro o que aconteceu com eles.  E constato que, desde 2003, há desenvolvimentos difíceis de interpretar.
Por um lado, o Brasil é membro do Tratado de Não-Proliferação. Por outro, os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica se deparam com grandes obstáculos quando querem inspecionar o território. O país também se recusa a permitir controles de centrais nucleares não declaradas oficialmente.
E também é preciso dizer que o Brasil tem um programa de submarino nuclear que também está vedado aos inspetores. Sabemos que o grau de enriquecimento de urânio desse tipo de programa permite a construção de armas atômicas.
Mas o Brasil é um signatário do Tratado de Não-Proliferação...
Este é o problema: o Brasil não assinou o protocolo adicional do acordo, que amplia os poderes de controle da agência.  Acho que só 4 ou 5 países não assinaram o acordo, entre os quais o Brasil. (nota do editor: o acerto adicional foi assinado por 98 países).
Esse protocolo autoriza o livre acesso a todos os locais de atividade nuclear, a qualquer hora, sempre que houver uma suspeita, de modo que os inspetores possam investigar todas as instalações. Os brasileiros não assinaram esse protocolo, o que significa que as autoridades de Viena só podem visitar as instalações declaradas.
Mas o presidente Lula já disse várias vezes que o Brasil não assinará essa parte do tratado.
Estamos falando de um país democrático, com uma Constituição que proíbe o uso de armas nucleares.
Essa proibição está numa Constituição de 1988, formulada por um governo anterior à presidência de Lula. E ele já deixou claro que não concorda com as decisões então tomadas, nem com a assinatura do Tratado de Não-Proliferação, nem com a proibição constitucional de armas atômicas.
Além disso, a Constituição não permite a construção de armas atômicas, mas autoriza as chamadas "explosões nucleares pacíficas", que, no fundo, não são muito diferentes de explosivos nucleares. São diferentes só no nome.
O melhor exemplo disso é a Índia, que nesse caso serve de modelo para o caso brasileiro. Em 1974, a Índia realizou uma dessas explosões e a declarou como pacífica. Hoje sabemos dos próprios indianos do que se tratava de fato. O responsável pela operação afirmou, 23 anos depois: "Claro que foi uma bomba, e de forma alguma pacífica".
Além do mais, a Constituição brasileira permite ser contornada.
Mas você disse em seu artigo que não há provas concretas de que o Brasil esteja construindo uma bomba. Quão grande é o risco de que isso seja verdade?
Essa questão de evidências sempre é difícil. Podemos fazer uma comparação entre Brasil e o Irã. Sabemos mais sobre o Brasil do que sobre o Irã. Citei o vice-presidente argentino, que há um ano disse que o país precisa de armas nucleares. No Irã, isso jamais foi dito por líder algum. Ou seja, no caso brasileiro, estamos significativamente à frente.
Temos um conhecimento relativamente reduzido sobre as instalações brasileiras. Mas sabemos que o Brasil tem possibilidades infinitamente maiores no que diz respeito ao processo nuclear. O país já faz isso há 30 anos e domina todas as etapas do processo.
Não foi à toa que citei os institutos americanos de Los Alamos e Livemore, segundo os quais o Brasil, se quiser, pode construir armas nucleares em três anos.
Não posso dizer, no caso brasileiro, quando isso vai acontecer, pois não sei quando o programa começou. Aliás, provavelmente ninguém sabe, a não ser os brasileiros. 

Entrevista: Christina Krippahl (np)
Revisão: Simone Lopes
 FONTE: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5564374,00.html

11/05/2010

Experimento faz imagem produzir som no cérebro


 Por que ouvimos melhor a voz de alguém ao olharmos para seu rosto, mesmo sem sabermos ler lábios? E por que uma canção que parece vívida num videoclipe soa chata quando apreciada apenas pelo rádio? Um estudo acaba de mostrar que informações visuais invadem áreas auditivas do cérebro, sugerindo respostas para tal.
O artigo, publicado pela revista "Nature Neuroscience", se baseou em um experimento liderado pelo neurocientista português António Damásio, da USC (Universidade do Sul da Califórnia). Mapeando o cérebro de algumas pessoas com ressonância magnética, o grupo descobriu que neurônios usados pelo cérebro exclusivamente para processar sons também reagem a imagens.
O experimento consistia basicamente em submeter voluntários à apresentação de vídeos curtos, enquanto uma máquina registrava quais partes do cérebro exibiam maior atividade.
Todos os vídeos mostravam cenas que remetiam à emissão de sons --um vaso quebrando, um cachorro latindo etc.--, mas eram exibidos sem áudio.
Ao verificar quais partes do cérebro tinham se ativado, o grupo viu que não só áreas ligadas à visão apareciam nos mapas, como também o chamado córtex auditivo de associação, que lê relações entre sons.
Essa região da superfície do cérebro faz parte de um circuito conectado diretamente ao ouvido, e até agora era tida como exclusiva do sentido da audição. Mas como alguém poderia processar sons se os vídeos do experimento eram mudos?
Segundo o estudo da USC, essa estrutura cerebral tida como responsável apenas pela sensação da audição na verdade já inicia uma interpretação inconsciente do som ouvido.
"A informação visual pode nos fazer perceber um mesmo som de modos diferentes", disse à Folha Kaspar Meyer, coautor de Damásio no trabalho. Cada som que escutamos e aceitamos como sendo uma informação pura na verdade está contaminado com memórias de sons passados, explica.
Pesquisadores já sabiam que esse fenômeno ocorre com outros sentidos também, como a visão. Mas Damásio e Meyer mostraram que esse fenômeno pode "vazar" de um circuito cerebral para outro, fazendo do processamento de percepções uma rede altamente complexa.
No experimento conduzido na USC, a memória auditiva de cada evento mostrado nos vídeos induzia a ativação de um padrão de neurônios incrivelmente nítido. Isso é possível porque o córtex auditivo decompõe os sons em frequências, dividindo-os como notas em um partitura musical.
De fato, quando o vídeo mostrava um músico, o mapa do córtex auditivo dos voluntários permitia saber se este tocava violino, contrabaixo ou piano. Dentro de alguns anos, diz Meyer, não é impossível que algum cientista consiga plugar o cérebro de uma pessoa em um amplificador para dar vida a sons criados por imagens.
E com uma imagem sendo capaz de "ressoar" no cérebro, não é de estranhar que música acompanhada de filmagens soe diferente. Se muitos videoclipes hoje não passam de embalagem de luxo para canções pobres, talvez os cineastas fiquem felizes em saber que podem estar ajudando a melhorar o som. 

POR RAFAEL GARCIA
da
Reportagem Local


FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u732134.shtml