23/05/2010

Esportes/ comercial: Comercial de cerveja para a Copa do Mundo mostra 'Deus' como argentino

Propaganda da Quilmes relaciona lances históricos à mão divina.
'Queremos dar uma mensagem de confiança', diz diretor da empresa.

 

 Um comercial da cerveja Quilmes, patrocinadora oficial da seleção de futebol da Argentina, provoca polêmica ao mostrar “Deus” como sendo argentino. A propaganda, entitulada "Diós", passou a ser veiculada neste fim de semana na Argentina relaciona Deus a momentos marcantes da seleção na história das Copas.

“Para a Quilmes, assim como para todos os argentinos, a Copa do Mundo é uma ocasião muito especial”, diz Diego Belbussi, diretor de marketing da empresa. “Estamos seguros que esta propaganda deixará uma mensagem de confiança sobre a história, o presente e o futuro da seleção.”
Assista ao comercial
No comercial, uma voz vinda dos céus fala à população que foi sim responsável por lances históricos nas Copas do Mundo, como a bola na trave que evitou a derrota da Argentina para a Holanda no último minuto da final da Copa de 1978, ou a série de bolas que chutadas na trave pelos jogadores do Brasil durante a partida contra os argentinos no Mundial de 1990. “Sim, fui eu”, diz a “voz” no comercial.
Propaganda clama argentinos a torcerem pela seleção nacionalPropaganda clama argentinos a torcerem pela
seleção nacional (Foto: AFP)
“Deus” também admite ter colaborado no famoso gol feito com a mão por Maradona contra a Inglaterra na Copa de 1986. “Esta pode ter sido sim a minha mão”, diz.

A propaganda segue mostrando lances decisivos protagonizados pelos argentinos, como os pênaltis defendidos pelo goleiro Goycoechea, também em 1990, o golaço de Maradona driblando vários ingleses, em 1986, o gol do título da final daquela Copa, marcado por Burruchaga contra a Alemanha, e o gol de Palermo em pleno temporal no final da partida contra o Peru, nas Eliminatórias para a Copa de 2010, que salvou a Argentina na ficar de fora da Copa. E “Deus” diz: “Não, isso não fui eu!”. O comercial termina pedindo ao povo argentino para torcer e amar as cores da seleção acima de tudo.
No Brasil, outra marca de cerveja, a Skol, veicula propagandas nas quais torcedores argentinos se tornam fãs da seleção brasileira após beber o produto.

FONTE: http://g1.globo.com/especiais/africa-do-sul-2010/noticia/2010/05/comercial-de-cerveja-para-copa-do-mundo-mostra-deus-como-argentino.html

18/05/2010

Como é feito o lápis?


A fabricação do lápis é simples: consiste em colocar a grafite dentro de tábuas de madeira. Mas nem sempre foi assim. Apesar de a humanidade usar ferramentas de escrita desde os primórdios, a grafite só foi descoberta no século 16, na Inglaterra - os ingleses confundiram o material com chumbo, engano desfeito no fim do século 18. Nos primeiros lápis, pedaços de grafite eram enrolados em cordas ou pele de animais para facilitar o manuseio. Mais tarde, alemães começaram a usar pedaços de madeira para cobrir a grafite. O apetrecho foi evoluindo até ganhar uma borracha na ponta em 1858, invenção do americano Hyman Lipman. A idéia, bastante simples, acontece na última etapa da produção: uma das extremidades é afinada, recebe uma cinta de metal para segurar a borracha , que é então colada e prensada. Depois, é só escrever: um só lápis é capaz de anotar 45 mil palavras ou riscar uma linha de 56 quilômetros de comprimento!

É pau, é pedra...

..No fim do caminho, as tábuas de madeira com grafite ganham camadas de verniz e pintura
1. Ao chegar aos 18 anos, o pinheiro (Pinus caribea) está pronto para virar lápis. Muita gente pensa que o objeto é feito com um pedaço inteiriço de madeira com um furo no meio. Na verdade, a madeira é cortada em tábuas finas, de 18 x 7,5 centímetros de tamanho. Essa madeira é seca, tingida com corantes para ficar rosada e ganha camadas de gordura para ficar mais macia
2. Durante os processos de secagem e tintura, a madeira reage e pode "empenar" caso seja utilizada imediatamente. Para evitar esse problema,  a madeira fica descansando por 60 dias. Depois desse período, começa a linha de produção: uma máquina abre oito pequenas canaletas em forma de semicírculo, com metade do diâmetro da grafite, nas tábuas
3. As minas de grafite ou de lápis colorido são coladas em uma dessas canaletas. A grafite que se usa hoje não é pura - uma mistura de barro seco e água é acrescentada à grafite para amaciar o material, que é então comprimido sob altas temperaturas até virar um cilindro. Já a mina do lápis de cor não tem grafite - no lugar, entram barro, goma, cera e pigmentos coloridos
4. Uma segunda tábua com canaletas é colada sobre a tábua que contém a mina, formando um "sanduíche", que é prensado até que as minas e a madeira tornem-se uma peça única. A madeira, além de proteger a mão da sujeira do grafite, evita que a mina se quebre ao cair no chão. Depois, uma máquina retira o excesso de cola e as tábuas passam algumas horas secando
5. O sanduíche pronto segue para uma máquina com lâminas de aço. De um lado, a máquina corta a face superior e, de outro, o lado inferior da tábua, até os lápis serem separados individualmente. O corte pode ser circular ou hexagonal - os lápis hexagonais têm a vantagem de não saírem rolando sobre superfíceis lisas. Um só sanduíche pode produzir de seis a nove lápis
6. Os lápis são lixados, mergulhados em verniz e secos. A pintura pode ser por imersão ou com jatos de spray - são até cinco camadas de tinta. Já secos e com os excessos removidos, os lápis recebem o nome do fabricante com uma prensa de metal quente. Para acabar, eles são apontados em um dos lados e estão prontos para escrever. No fim da história, cada pinheiro rende até 9 mil lápis.

por Marina Motomura
FONTE: http://mundoestranho.abril.com.br/ciencia/pergunta_287854.shtml

16/05/2010

Site mostra como você será em 20 anos

 Basta fazer o uploud de uma foto que o site a transforma, mostrando como seria seu rosto em 20 anos.
Veja --> http://in20years.com/


13/05/2010

Brasil pode estar construindo bomba atômica, conjectura pesquisador alemão


Às vésperas da visita do presidente Lula ao Irã, pesquisador alemão Hans Rühle divulga suspeita de que o Brasil teria programa nuclear "paralelo".


Entre brasileiros comuns, que andam pelas ruas e assistem à televisão, a ideia de construção de uma bomba atômica soa improvável. Mas não para um pesquisador que acompanha o desenrolar político brasileiro de fora do país.
No início do mês, um artigo do alemão Hans Rühle aguçou o debate sobre a proliferação de armas atômicas. Num longo texto em que revisita episódios da história da ditadura militar e reproduz depoimentos de autoridades brasileiras importantes – como o presidente Lula –, Rühle diz que o Brasil pode estar, sim, desenvolvendo uma bomba atômica às escondidas.
A opinião publicada na revista alemã Internationale Politik, do Conselho Alemão de Relações Internacionais, repercutiu na Europa.
A Deutsche Welle conversou com o pesquisador, ex-diretor do departamento de planejamento do Ministério alemão da Defesa e especialista em questões de armamento.
Hans
 Rühle, 
especialista em segurançaBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Hans Rühle, especialista em segurançaDeutsche Welle: Em quais fatos o senhor se baseou para escrever o artigo?
Hans Rühle: Primeiro, é preciso lembrar que o Brasil teve três diferentes programas nucleares entre 1975 e 1990. Eles acabaram, mas não está claro o que aconteceu com eles.  E constato que, desde 2003, há desenvolvimentos difíceis de interpretar.
Por um lado, o Brasil é membro do Tratado de Não-Proliferação. Por outro, os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica se deparam com grandes obstáculos quando querem inspecionar o território. O país também se recusa a permitir controles de centrais nucleares não declaradas oficialmente.
E também é preciso dizer que o Brasil tem um programa de submarino nuclear que também está vedado aos inspetores. Sabemos que o grau de enriquecimento de urânio desse tipo de programa permite a construção de armas atômicas.
Mas o Brasil é um signatário do Tratado de Não-Proliferação...
Este é o problema: o Brasil não assinou o protocolo adicional do acordo, que amplia os poderes de controle da agência.  Acho que só 4 ou 5 países não assinaram o acordo, entre os quais o Brasil. (nota do editor: o acerto adicional foi assinado por 98 países).
Esse protocolo autoriza o livre acesso a todos os locais de atividade nuclear, a qualquer hora, sempre que houver uma suspeita, de modo que os inspetores possam investigar todas as instalações. Os brasileiros não assinaram esse protocolo, o que significa que as autoridades de Viena só podem visitar as instalações declaradas.
Mas o presidente Lula já disse várias vezes que o Brasil não assinará essa parte do tratado.
Estamos falando de um país democrático, com uma Constituição que proíbe o uso de armas nucleares.
Essa proibição está numa Constituição de 1988, formulada por um governo anterior à presidência de Lula. E ele já deixou claro que não concorda com as decisões então tomadas, nem com a assinatura do Tratado de Não-Proliferação, nem com a proibição constitucional de armas atômicas.
Além disso, a Constituição não permite a construção de armas atômicas, mas autoriza as chamadas "explosões nucleares pacíficas", que, no fundo, não são muito diferentes de explosivos nucleares. São diferentes só no nome.
O melhor exemplo disso é a Índia, que nesse caso serve de modelo para o caso brasileiro. Em 1974, a Índia realizou uma dessas explosões e a declarou como pacífica. Hoje sabemos dos próprios indianos do que se tratava de fato. O responsável pela operação afirmou, 23 anos depois: "Claro que foi uma bomba, e de forma alguma pacífica".
Além do mais, a Constituição brasileira permite ser contornada.
Mas você disse em seu artigo que não há provas concretas de que o Brasil esteja construindo uma bomba. Quão grande é o risco de que isso seja verdade?
Essa questão de evidências sempre é difícil. Podemos fazer uma comparação entre Brasil e o Irã. Sabemos mais sobre o Brasil do que sobre o Irã. Citei o vice-presidente argentino, que há um ano disse que o país precisa de armas nucleares. No Irã, isso jamais foi dito por líder algum. Ou seja, no caso brasileiro, estamos significativamente à frente.
Temos um conhecimento relativamente reduzido sobre as instalações brasileiras. Mas sabemos que o Brasil tem possibilidades infinitamente maiores no que diz respeito ao processo nuclear. O país já faz isso há 30 anos e domina todas as etapas do processo.
Não foi à toa que citei os institutos americanos de Los Alamos e Livemore, segundo os quais o Brasil, se quiser, pode construir armas nucleares em três anos.
Não posso dizer, no caso brasileiro, quando isso vai acontecer, pois não sei quando o programa começou. Aliás, provavelmente ninguém sabe, a não ser os brasileiros. 

Entrevista: Christina Krippahl (np)
Revisão: Simone Lopes
 FONTE: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5564374,00.html

11/05/2010

Experimento faz imagem produzir som no cérebro


 Por que ouvimos melhor a voz de alguém ao olharmos para seu rosto, mesmo sem sabermos ler lábios? E por que uma canção que parece vívida num videoclipe soa chata quando apreciada apenas pelo rádio? Um estudo acaba de mostrar que informações visuais invadem áreas auditivas do cérebro, sugerindo respostas para tal.
O artigo, publicado pela revista "Nature Neuroscience", se baseou em um experimento liderado pelo neurocientista português António Damásio, da USC (Universidade do Sul da Califórnia). Mapeando o cérebro de algumas pessoas com ressonância magnética, o grupo descobriu que neurônios usados pelo cérebro exclusivamente para processar sons também reagem a imagens.
O experimento consistia basicamente em submeter voluntários à apresentação de vídeos curtos, enquanto uma máquina registrava quais partes do cérebro exibiam maior atividade.
Todos os vídeos mostravam cenas que remetiam à emissão de sons --um vaso quebrando, um cachorro latindo etc.--, mas eram exibidos sem áudio.
Ao verificar quais partes do cérebro tinham se ativado, o grupo viu que não só áreas ligadas à visão apareciam nos mapas, como também o chamado córtex auditivo de associação, que lê relações entre sons.
Essa região da superfície do cérebro faz parte de um circuito conectado diretamente ao ouvido, e até agora era tida como exclusiva do sentido da audição. Mas como alguém poderia processar sons se os vídeos do experimento eram mudos?
Segundo o estudo da USC, essa estrutura cerebral tida como responsável apenas pela sensação da audição na verdade já inicia uma interpretação inconsciente do som ouvido.
"A informação visual pode nos fazer perceber um mesmo som de modos diferentes", disse à Folha Kaspar Meyer, coautor de Damásio no trabalho. Cada som que escutamos e aceitamos como sendo uma informação pura na verdade está contaminado com memórias de sons passados, explica.
Pesquisadores já sabiam que esse fenômeno ocorre com outros sentidos também, como a visão. Mas Damásio e Meyer mostraram que esse fenômeno pode "vazar" de um circuito cerebral para outro, fazendo do processamento de percepções uma rede altamente complexa.
No experimento conduzido na USC, a memória auditiva de cada evento mostrado nos vídeos induzia a ativação de um padrão de neurônios incrivelmente nítido. Isso é possível porque o córtex auditivo decompõe os sons em frequências, dividindo-os como notas em um partitura musical.
De fato, quando o vídeo mostrava um músico, o mapa do córtex auditivo dos voluntários permitia saber se este tocava violino, contrabaixo ou piano. Dentro de alguns anos, diz Meyer, não é impossível que algum cientista consiga plugar o cérebro de uma pessoa em um amplificador para dar vida a sons criados por imagens.
E com uma imagem sendo capaz de "ressoar" no cérebro, não é de estranhar que música acompanhada de filmagens soe diferente. Se muitos videoclipes hoje não passam de embalagem de luxo para canções pobres, talvez os cineastas fiquem felizes em saber que podem estar ajudando a melhorar o som. 

POR RAFAEL GARCIA
da
Reportagem Local


FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u732134.shtml

03/05/2010

Vídeo mostra chimpanzés reagindo como humanos à morte

 

Um vídeo feito a pedido de cientistas britânicos mostra que um grupo de chimpanzés teve reações semelhantes às que seriam esperadas de pessoas quando um membro do grupo de primatas morreu.
As imagens foram gravadas por funcionários de um parque de safáris na Escócia a pedido de cientistas da Universidade de Stirling.
Os funcionários do parque usaram câmeras para documentar a morte da fêmea Pansy, que teria mais de 50 anos de idade e estava em estado terminal.
Os chimpanzés acariciaram e arrumaram Pansy e ficaram tristes por vários dias depois da morte, evitando o local onde ela morreu e passando mais tempo se tocando.
Quando Pansy ficou letárgica nos dias que antecederam sua morte, outros membros do grupo ficaram mais quietos do que normalmente e se mantiveram ao lado da fêmea doente durante as noites, a acariciando mais do que costumavam fazer antes.
Após a morte, a filha de Pansy ficou perto do corpo por uma noite inteira, apesar de nunca ter dormido naquele local antes.

Corpos de filhotes
Outro vídeo mostra um chimpanzé jovem brincando com o corpo mumificado de um filhote, antes de a mãe do animal morto puxar o cadáver para si.
O estudo, coordenado por cientistas da Universidade de Oxford, mostrou que duas mães vivendo em seu habitat natural na Guiné carregaram os corpos de seus filhotes, uma delas por quase dez semanas.
Segundo os cientistas que realizaram ambos os estudos, os resultados mostram que outras espécies, principalmente os macacos, são mais parecidos com os humanos do que se pensava.
Chimpanzés e seres humanos dividem 99% de DNA e são tão similares que alguns acadêmicos já sugeriram que os animais deveriam receber direitos semelhantes aos direitos humanos.

FONTE: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/04/100427_chimpanzes_morte_ir.shtml

29/04/2010

Físicos brasileiros tiram energia do nada


A física quântica deixa muita gente confusa quando afirma que é impossível existir o nada absoluto: o espaço vazio puro. A constatação de que o vácuo possui uma energia própria, porém, já foi provada experimentalmente, e só não percebemos isso no dia-a-dia porque esse "conteúdo" do nada é muito pequeno. Uma dupla de teóricos brasileiros, porém, acaba de descobrir um modo de fazer com que a energia do vácuo aumente sem controle, num fenômeno de alta violência.
Essa energia não serviria para iluminar cidades ou mover carros, mas pode ajudar a entender alguns dos pontos mais obscuros da física moderna.
A ideia, descrita em um artigo de Daniel Vanzella e William Lima, do Instituto de Física de São Carlos, conquistou espaço na revista "Physical Review Letters", uma das mais disputadas da área. No trabalho, a dupla descreve como sacou a energia "do nada" usando um ingrediente inusitado: a gravidade, força de atração que os físicos consideram fraca.
Desdenhar o poder da gravitação pode parecer piada, mas os físicos sabem que ela perde de longe para outras forças. O exemplo clássico usado para ilustrar isso é o do ímã que ergue uma moeda: o magnetismo do ímã vence a gravidade de toda a Terra. Por isso é que o trabalho brasileiro chamou tanta atenção ao misturar o vácuo quântico com a gravidade.
"São dois conceitos que, se isolados, normalmente não desempenham papel muito dramático nas experiências do dia-a-dia, mas descobrimos que, em alguns contextos, um pode ajudar o outro a ficar dominante", explicou Vanzella à Folha.
O que ele e Lima fizeram foi aplicar as equações da energia do vácuo a um espaço onde a gravidade é fortíssima: uma estrela de nêutrons. É um tipo de astro extremamente compacto. Se uma estrela com duas vezes a massa do Sol fosse prensada até ficar com um centésimo de milésimo do tamanho, meros 25 km de diâmetro, ela seria uma estrela de nêutrons.
O que os físicos de São Carlos fizeram foi mostrar que a gravidade perto de um objeto desses iria interagir com o vácuo de forma tão violenta que campos de energia extremamente fracos seriam amplificados exponencialmente. Uma vez com o resultado nas mãos, porém, os físicos se perguntaram que tipo de energia contida no vácuo poderia sofrer essa explosão.
Desse exercício surgiram muitas perguntas e nenhuma resposta, mas um dos questionamentos levou Vanzella e Lima a um caminho promissor.
Os físicos verificaram que o eletromagnetismo, o tipo de energia cuja forma mais conhecida é a luz, não seria afetado pela gravidade de uma estrela de nêutrons da forma brutal como os físicos previam.
Vanzella imaginou se o efeito que ele previu poderia causar essa expansão de energia eletromagnética de outra forma, agindo não no contexto de uma única estrela de nêutrons, mas no contexto cosmológico. 

Energia escura
O maior desafio da cosmologia hoje é entender o que é a chamada "energia escura", força que faz o Universo se expandir aceleradamente. Físicos não sabem dizer por que o Big Bang, a explosão que deu origem ao cosmo, não está desacelerando, o que seria de esperar -já que a gravidade das galáxias as atrai umas às outras. Já se postulou até a existência de tipos de campo de força desconhecidos para tentar explicar a energia escura, sem sucesso.
"Se o efeito que nós verificamos realmente se manifesta no caso eletromagnético em contexto cosmológico, porém, seria uma possível explicação para a energia escura", diz Vanzella. "Mas isso também já é muito especulativo da nossa parte, porque ainda estamos no meio das nossas contas."
O físico diz, porém, estar confiante em que, de um jeito ou de outro, a teoria chegará a algum tipo de previsão que pode ser colocada sob teste em observações astrofísicas num futuro próximo. 

RAFAEL GARCIA
da Reportagem Local


FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u727058.shtml 

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27/04/2010

Como funciona a criogenia?

1. A criogenia é o congelamento de cadáveres a baixas temperaturas para que sejam ressuscitados um dia. Quando o paciente é declarado morto, os médicos tentam evitar a deterioração do corpo: medicamentos são injetados e máquinas mantêm a circulação do sangue e a oxigenação

2. O corpo é envolto em uma manta térmica especial, que ajuda a mantê-lo frio, e transportado até a clínica em temperaturas baixas, que fazem com que o cérebro exija menos oxigênio e mantenha os tecidos vivos por mais tempo

a. Uma célula em estado normal é composta de diversas moléculas de água

b. Nas células congeladas, as moléculas de água se agrupam, formando cristais de gelo - que espremem e danificam as células

c. Na vitrificação, a água se move cada vez mais devagar, até parar. É o chamado estado de animação suspensa

3. Na clínica, o sangue do paciente é retirado ao mesmo tempo em que, por outro tubo, é inserido o líquido crioprotetor, uma substância química à base de glicerina. O líquido substitui outros compostos intracelulares, evitando que cristais de gelo se formem dentro das células. Se a pele da pessoa for clara, dá para ver que os tecidos com líquido começam a ficar alaranjados

4. Depois de injetadas as substâncias, o corpo vai para uma cabine com gás nitrogênio circulante. Lá, ele fica esfriando por cerca de três horas para assegurar que todas as partes do corpo serão congeladas por igual. No final do processo, o paciente estará completamente vitrificado

5. Em seguida, o corpo é colocado em um saco plástico protetor e imerso em um cilindro de nitrogênio líquido, onde é monitorado. Nesta fase, há risco de surgirem fraturas no corpo, problema que pode ocorrer em grandes áreas submetidas à vitrificação - o próprio líquido criogênico pode endurecer e quebrar dentro do organismo!

6. Por fim, para economizar espaço, o corpo é colocado em um tubo de nitrogênio líquido com mais três corpos e duas cabeças - por um preço bem mais em conta é possível congelar somente a cabeça. O corpo fica ali e pode ser visitado pela família até que a ciência descubra um modo de recuperá-lo. Ou não...


Preços congelados
Compare os preços das duas únicas empresas do mundo que fazem a criogenia

Alcor (Arizona, EUA)

875 inscritos

84 preservados

Não congela animais

Quanto custa: 150 mil dólares (preservação do corpo todo)

80 mil dólares (só o cérebro)

Cryonics Institute (Michigan, EUA)

797 inscritos

93 preservados

60 animais congelados

Quanto custa: 100 mil dólares - corpo todo (não faz preservação só de cérebro)

Vida após a morte
Entenda por que nenhum cadáver congelado foi reanimado

• O único descongelamento que rola é o de embriões - mas isso só dá certo porque não são células complexas, diferentemente de um corpo cheio de tecidos e sistemas;

• A falta de oxigênio durante os primeiros minutos da morte pode causar danos irreparáveis nos tecidos, que continuarão danificados mesmo congelados. Para alguns cientistas, no futuro, com o auxílio da nanotecnologia, esses tecidos poderão ser reconstruídos;

• O líquido criopreservante dentro do organismo vivo seria tóxico e ainda não se sabe como substituí-lo. Estudam-se tecnologias para poder eliminar essas proteínas tóxicas;

• Mesmo descongelando o corpo, seria preciso reverter o processo que causou a morte - uma doença em estágio avançado, por exemplo. Para isso, a ciência precisa inventar a cura para tais doenças
  por Gabriela Portilho

 por Gabriela Portilho


FONTE: http://mundoestranho.abril.com.br/ciencia/como-funciona-criogenia-488746.shtml

25/04/2010

Humanidade deve evitar contato com alienígenas, alerta físico britânico

Stephen Hawking diz que vida inteligente fora da Terra pode estar interessada apenas em nossos recursos.

O renomado físico britânico Stephen Hawking sugeriu que os seres humanos devem evitar fazer contato com seres extraterrestres.
"Se os alienígenas nos visitassem, as consequências seriam semelhantes às (que aconteceram) quando (Cristóvão) Colombo desembarcou na América, algo que não acabou bem para os nativos."
Em uma série de documentários a ser exibida em maio no Discovery Channel, Hawking diz que é "perfeitamente racional" acreditar que pode existir vida fora da Terra, mas adverte que os alienígenas podem simplesmente roubar os recursos do planeta e ir embora.
"Se os alienígenas nos visitassem, as consequências seriam semelhantes às (que aconteceram) quando (Cristóvão) Colombo desembarcou na América, algo que não acabou bem para os nativos", afirma.
"Nós só temos que olhar para nós mesmos para ver como vida inteligente pode evoluir para alguma coisa que não gostaríamos de encontrar."
No passado, foram enviadas sondas para o espaço levando artefatos com diagramas e desenhos mostrando a localização da Terra.
Hawking diz que a probabilidade matemática é de que existam seres vivos em outros lugares do universo mas "o verdadeiro desafio é imaginar como poderia ser a aparência dos alienígenas".
O programa especula sobre várias espécies de extraterrestres, inclusive herbívoros de duas patas e predadores semelhantes a lagartos.
Hawking admite, contudo, que a maior parte dos seres em outras partes do universo provavelmente não passará de micróbios.
Em uma série exibida recentemente na TV da BBC - Wonders of the Solar System (Maravilhas do Sistema Solar) - o físico britânico da Universidade de Manchester, Brian Cox, também sugeriu que pode haver vida em outra parte do nosso sistema solar.
Segundo Cox, pode haver organismos sob a camada de gelo que envolve Europa, uma das luas de Júpiter.
Ele afirmou que aumentam os indícios de que pode haver vida em Marte. "Nós só saberemos com certeza quando a próxima geração de naves espaciais, adaptadas para procurar vida, for lançada para as luas de Júpiter e as planícies áridas de Marte nas próximas décadas."

FONTE: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/04/humanidade-deve-evitar-contato-com-alienigenas-alerta-fisico-britanico.html

 

Sim, é possível aprender dormindo

Experiência mostra que sons ouvidos durante a fase mais profunda do sono podem ajudar no aprendizado 

 por Bruno Garattoni

O aprendizado durante o sono sempre foi uma promessa vazia, sem comprovação científica. Mas um estudo realizado pela Northwestern University acaba de provar que, sim, é possível aprender dormindo. Voluntários foram expostos a 50 imagens, mostradas em sequência numa tela. Cada imagem tinha um som associado: a foto de um gato era acompanhada por um miado, uma dinamite por uma explosão, e por aí vai. Em seguida, os voluntários foram dormir.
Quando eles entraram na fase de ondas cerebrais lentas, em que o sono é mais profundo, os cientistas tocaram os sons (o miado, a explosão etc.). Metade dos voluntários ouviu esses sons enquanto dormia. A outra metade não.

Todos foram acordados e passaram por um teste de memória. Quem tinha sido exposto aos sons enquanto dormia se deu melhor - se lembrou de mais figuras e foi mais preciso quanto à posição de cada uma na tela. "Nossos resultados mostram que informações recebidas durante sono podem influenciar a memorização", conclui o estudo, que confirmou uma descoberta similar feita por neurologistas alemães.

Isso não significa que seja possível aprender qualquer coisa durante o sono. Além disso, o aprendizado noturno exige que a pessoa tenha contato prévio, acordada, com o que deseja aprender. Ainda não chegou a hora de trocar os livros pelo travesseiro.

FONTE: http://super.abril.com.br/ciencia/sim-possivel-aprender-dormindo-552057.shtml

23/04/2010

transplante total de rosto

Operação inédita, realizada no mês passado, demorou 22 horas.
Os 11 transplantes anteriores foram parciais, segundo cirurgião plástico.

O Hospital Vall d'Hebron de Barcelona divulgou nesta sexta-feira imagens mostrando detalhes de uma cirurgia inédita no mundo: o transplante total de face. A operação mobilizou trinta pessoas durante 22 horas, no mês passado. O paciente, cuja identidade não foi revelada, teve transplantada toda a pele e músculos do rosto, nariz, lábios, maxilar superior, todos os dentes, os ossos da maçã do rosto e da mandíbula, segundo o hospital.

Ontem (22), o chefe da cirurgia plástica do hospital, Joan Pere Barret, anunciara que o paciente já está se comunicando. Ele tinha o rosto deformado desde os cinco anos depois de sofrer um acidente, e não podia respirar ou falar normalmente.
Trata-se do primeiro trasplante total de rosto do mundo, segundo os cirurgiões espanhóis. Os onze transplantes anteriores foram parciais.
 Apresentação do Hospital Vall d'Hebron, em Barcelona, detalha etapas da cirurgia, que demorou 22 horas (Foto: Hospital Vall d'Hebron / AP - 23-04-2010)

FONTE: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/04/veja-como-foi-feito-o-transplante-total-de-rosto-em-hospital-de-barcelona.html

22/04/2010

5 coisas que você não sabia sobre Hitler

Péssimo aluno, poeta e apoiador de uma revolta comunista. Livro conta curiosidades sobre a vida do Führer

por Érika Kokay 
 
 
Filho de um funcionário da alfândega, Adolf Hitler (1889-1945) teve uma infância pobre e uma adolescência triste e solitária. Detalhes de sua vida – alguns nunca antes revelados – foram expostos em 265 verbetes no livro “O arquivo de Hitler”, escrito por Patrick Delaforce, ex-combatente da Segunda Guerra Mundial. A obra está prestes a ser lançada no Brasil pela Panda Books.


O autor pesquisou escritos e discursos do líder nazista, pontos de vista de pessoas que o conheceram e bibliografias a respeito de Hitler para contar a jornada de um jovem pobre e desacreditado, que se tornou o maior ditador do século 20. Nesta terça-feita (20 de abril de 2010), Hitler faria 121 anos. Galileu traz alguns fatos curiosos narrados pelo livro de Delaforce:

O sonho de Hitler era ser artista
O ditador teve uma adolescência muito sofrida. Em setembro de 1900, aos 11 anos, ingressou na Realschule de Linz, uma escola secundária que formava rapazes para a carreira comercial ou técnica. “De modo algum desejava me tornar um funcionário público. Um dia, tive certeza de que seria pintor, um artista... Meu pai ficou perplexo, mas logo se recuperou... ‘Artista, não, jamais enquanto eu viver!’”, assim escreveu Hitler em seu livro Mein kampf. Aos 16 anos, após a morte do pai, Alois Hitler, Adolf se mudou para Linz com sua mãe, irmã e tia e consagrou “toda a vida à arte”. Ele fazia esboços, pintava, projetava museus, uma ponte sobre o rio Danúbio, teatros e até mesmo a completa reconstrução de Linz. Fez também, por um tempo, algumas aulas de piano. Além disso, frequentava concertos, teatros, um clube de música, outro de livro e um museu de cera. Como teria sido a história da Alemanha se Hitler tivesse obtido sucesso em seu sonho?


  
Reprodução
O filho de Alois Schickelgruber e Klara Hitler ainda bebê

Hitler escrevia poemas
Aos 15 anos, Adolf passava a maior parte do tempo desenhando, pintando e lendo. Nessa época, morava numa casa de família em Steyr, na Áustria, onde ficava a escola que então frequentava. Escreveu também, com essa idade, um poema um tanto quanto incoerente. Os símbolos (-) são palavras indecifráveis:

As pessoas ali se sentam numa casa ventilada
Enchendo-se de cerveja e vinho
Comendo e bebendo em êxtase
(-) então de quatro.
Ali escalam os altos picos das montanhas
(-) com as faces cheias de orgulho
E caem como acrobatas em cambalhotas
E não podem se equilibrar
Então, tristes, voltam para casa
E em calma esquecem o tempo
Então ele vê (-), sua esposa, pobre homem,
Que lhe cura as feridas com uma boa sova.

O poema estava ilustrado com o desenho de uma mulher robusta surrando o marido.
E a fase poeta de Hitler não acabou na adolescência. Durante a guerra de trincheiras, em 1915, o ditador escreveu:

Frequentemente sigo em noites frias
Ao Carvalho de Odim no calmo bosque
Tecendo com negra magia uma união
A Lua traça runas com seu feitiço
E sua mágica fórmula humilha
Os que se enchem de orgulho à luz do dia!
Forjam suas espadas em fulgurante aço – mas, em vez de lutar,
Congelam como estalagmites
Assim se distinguem as almas – as falsas das verdadeiras
Penetro um ninho de palavras
E distribuo dádivas aos bons e aos justos
E minhas mágicas palavras lhe trazem bênçãos e riquezas!

Hitler era um adolescente preguiçoso na escola
Observe o boletim de quando o ditador cursava a 4ª série, na escola de Steyr, emitido em 15 de fevereiro de 1905.

  Reprodução


Um empenho sofrível na escola mostra como o adolescente de 16 anos era preguiçoso. Mas quando o assunto era arte, ele obtinha ótimos resultados. Porém, o mais espantoso era seu excelente desempenho em ginástica, já que, quando adulto, Hitler detestava exercícios físicos, raramente caminhava e não praticava esportes.

O primeiro amor de Hitler foi uma judia
Muitos sabem que Adolf Hitler tinha uma relação muito forte com sua mãe. Mas o primeiro amor dele, de fato, foi Stefanie (ou Stephanie) Isak, uma jovem loira e alta que vivia no mesmo subúrbio de Linz. O sobrenome dela indicava que fosse judia, mas isso não o incomodava.

O menino apaixonado de 17 anos dedicou a ela uma série de poemas românticos e, na companhia de seu melhor amigo, Gustl Kubizek, ficava todos os dias esperando Stefanie passar na rua, que infelizmente estava sempre sob o olhar atento da mãe.

Hitler confessou a Gustl que, para fugir com ela, seria capaz de sequestrá-la. E como a moça o ignorava, Adolf planejou suicídio nas águas do rio Danúbio, levando-a consigo. Stefanie, que possivelmente nunca conversou com Hitler, acabou se casando com um soldado, o tenente Jasten.

Hitler já ficou do lado de um movimento comunista
Logo depois do armistício de 11 de novembro de 1918, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial, o cabo Adolf Hitler deixou o hospital e retornou a Munique. Lá, ficou fascinado por um jornalista judeu e fanático socialista, Kurt Eisner (1867-1919), que era também crítico teatral da cidade. Kurt Eisner organizou uma revolução que proclamou a Baviera um estado livre da mornarquia alemã em 1918.

Como membro da 7ª Companhia do 1º Batalhão de Reserva do 2º Regimento de Infantaria da Baviera, Hitler foi nomeado Vertrauensmann (representante). Entre outras funções, ele deveria ajudar o departamento de propaganda do revolucionário Partido Social-Democrata Independente da Alemanha. Em 13 de abril, os soldados dos conselhos de Munique realizaram uma eleição para assegurar que sua guarnição se mantivesse leal à nova república comunista. Como vice-presidente do batalhão, de acordo com o livro de Delaforce, o cabo Hitler era um dos defensores da república comunista, e muitos de seus amigos também apoiavam a instauração. Em 3 de maio de 1919, o a revolução foi massacrada e dissipada. 
 FONTE: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI134572-17770,00-COISAS+QUE+VOCE+NAO+SABIA+SOBRE+HITLER+NO+DIA+EM+QUE+ELE+FARIA+ANIVERSARIO.html

20/04/2010

Pesquisa aponta que fumantes são menos inteligentes

Foram entrevistados 20 mil soldados de Israel, com idade entre 18 e 21 anos.
Estudo publicado pela revista ‘Addiction’ sugere que fumante tem QI menor.

 

Médicos acreditam que a decisão de fumar está ligada a uma menor capacidade intelectual. Pesquisa publicada na Grã-Bretanha sugere que fumantes têm QI mais baixo do que não-fumantes.
Os pesquisadores constataram que os QIs mais baixos eram daqueles que fumavam mais cigarros por dia. Além dos danos à saúde já conhecidos, fumar afeta também o desempenho intelectual.
Um artigo publicado na revista britânica “Addiction”, uma das mais prestigiadas sobre tabagismo, dá destaque a outro fator de risco: segundo a pesquisa, jovens menos inteligentes estão mais propensos a começar a fumar.
Foram pesquisados 20 mil recrutas das Forças Armadas de Israel, com idade entre 18 e 21 anos. O QI deles estava dentro da faixa considerada normal, mas, enquanto os não-fumantes tinham QI médio de 101, o dos que fumavam era de 94.
Os pesquisadores constataram que os QIs mais baixos eram daqueles que fumavam mais cigarros por dia. Uma conclusão polêmica.
“Eu estudo normalmente como sempre estudei, tiro minhas notas boas na faculdade como sempre, fumando ou não fumando”, diz um universitário. “Não é uma atitude inteligente, mas também eu não me considero um burro por fumar”, acrescenta outro estudante.

Gêmeos
Esse não é o primeiro estudo que relaciona o fumo ao QI mais baixo. A diferença é que entre os jovens pesquisados havia 140 gêmeos, irmãos com características genéticas semelhantes, que cresceram no mesmo ambiente, tiveram a mesma educação, mas fizeram escolhas diferentes em relação ao cigarro. Também entre os gêmeos quem fumava tinha o QI menor.
A explicação é simples, diz a psiquiatra Célia Lídia da Costa: “elas têm uma dificuldade maior de compreensão do que está sendo veiculado a respeito do cigarro”.
Mas qual a razão de muita gente fumar mesmo sabendo dos riscos? “Eu sei que causa câncer. Em homem, impotência”.
O médico Sérgio Ricardo dos Santos lembra que ter pais ou amigos que fumam pode ser mais determinante do que a inteligência para o hábito de fumar. Lembra que gênios da música, como Vinícius e Mozart, eram fumantes. Mas faz um alerta: o QI de quem fuma pode diminuir com o tempo.
“Não é possível afirmar que o tabagismo traga burrice às pessoas. A única coisa que ele faz é expor as pessoas a ter uma perda de memória e dificuldade de aprendizado, de compreensão durante a vida”, diz.

FONTE: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/04/pesquisa-aponta-que-fumantes-sao-menos-inteligentes.html

 

19/04/2010

Cérebro é incapaz de fazer mais do que duas coisas ao mesmo tempo, conclui estudo



Realizar duas tarefas ao mesmo tempo é possível, mas adicionar uma terceira sobrecarrega o cérebro, revelou recente estudo publicado no periódico Science. Segundo pesquisa realizada na Ecole Normale Superieure de Paris, isso explica por que as pessoas não conseguem fazer muitas coisas ao mesmo tempo.

Para entender como o cérebro processa tais informações, os cientistas reuniram 32 voluntários, entre homens e mulheres, atribuindo-lhes diferentes tarefas. Enquanto isso, suas atividades cerebrais eram mensuradas com exames de ressonância magnética, identificando as áreas da mente estimuladas.  
Segundo o jornal britânico Daily Telegraph, os cientistas concluíram que o lobo frontal – responsável pelas funções cerebrais sofisticadas – é capaz de dividir entre os hemisférios da direita e esquerda duas diferentes tarefas. Contudo, ao adicionarmos outra atividade, o cérebro não é capaz de direcioná-la, confundindo todos os processos. "Os dois lobos frontais normalmente agem em conjunto, mas são capazes de se dividir para atingir objetivos independentes", explicou o estudo. 
As conclusões da pesquisa vão além da descoberta: "Agora também estaremos mais próximos de estabelecer os limites da cognição humana, esclarecendo como agem os mecanismos de tomada de decisão e das habilidades de raciocínio", expôs o artigo.

FONTE: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-tecnologia/cerebro-incapaz-fazer-mais-duas-coisas-ao-mesmo-tempo-conclui-estudo-550167.shtml

01/04/2010

Pensamentos Reconfortantes


A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, e sim pelos momentos que te tiraram o fôlego...

"Você não vai encontrar caminho nenhum fora de você. E você sabe disso."

Caio Fernando Abreu 


 "O homem só pode descobrir novos oceanos se tiver a coragem de perder a terra de vista."




 


"Fortifica o que de melhor tiveres de ti. Não prestes atenção à opinião alheia. Faze de ti mesma e de teu próprio Eu o teu mestre. Quando ele estiver bastante fortalecido, despertará e coisas jamais sonhadas te serão reveladas."
Clarice Lispector


  "Não quero nem saber se tem luz no fim do túnel.Quando entro nele já acendo a minha."



Quando um SIM pode mudar uma vida para sempre.



Tenha sempre a esperança de que as coisas boas irão acontecer na hora e no momento certo e a certeza que nada acontece por acaso!
Saiba que todas as coisas que acontecem em nossas vidas tem um próposito certo e que alguém está no comando de tudo.
O vida é como um espelho, que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e de suas atitudes.

A maneira como você encara a vida e não apenas a aceita, é que faz toda diferença.



FONTE: http://meme.yahoo.com/karinasba/9/

29/03/2010

Cientistas dos EUA e do Japão criam tecnologia capaz de ler pensamentos

Máquina de ressonância magnética registra fluxo de sangue no cérebro.
Áreas mais irrigadas mudam conforme ideia que passa pela cabeça.



Imagens do fluxo do sangue em diferentes partes do cérebro estão permitindo a cientistas da universidade Carnegie Mellon, no estado americano da Pennsylvania, criar uma tecnologia capaz de identificar pensamentos.

A leitura é feita por meio de um equipamento de ressonância magnética. Quando uma pessoa deita dentro da máquina, os pesquisadores pedem para ela para ele pensar, do jeito que quiser, nas palavras que aparecem no monitor: adorar, odiar, insultar. Enquanto ela pensa, o computador divide o cérebro em 20 mil pequenos cubos, chamadas voxels.

Por onde o sangue passa com mais intensidade - ou seja, nas áreas ativadas por aquele pensamento - os voxels ficam azuis. Nas áreas onde a atividade é ainda mais intensa, eles ficam amarelos. E depois vermelhos. A imagem gerada por cada pensamento é comparada com milhares de outras.
É pela semelhança entre a imagem produzida pelo novo pensamento e aquelas que estão catalogadas que o computador é capaz de dizer exatamente o que estamos pensando. Assim, eles constroem uma espécie de dicionário de pensamentos, como explica o pesquisador brasileiro Augusto Buchweitz.

"O computador não consegue fazer nada sozinho, a gente tem que dar os dados pra ele, e ele vai procurar coisas que se repetem no cérebro das pessoas, que vai permitir identificar o conteúdo do pensamento de outras pessoas", diz Augusto Buchweitz.

Saúde
Um dos pesquisadores, o doutor Marcel Just, diz que essa tecnologia poderá ajudar no tratamento de problemas psiquiátricos e neurológicos, identificando o que está errado com o pensamento e orientando a terapia e a prescrição de medicamentos.

Parece ficção científica mas, ainda este ano, pesquisadores esperam ler os pensamentos de uma pessoa no exato momento em que eles estão acontecendo.

Por enquanto, a leitura de mente é um experimento embrionário que depende de máquinas pesadas e só pode ser feito num laboratório. Só que os psicólogos e neurocientistas querem mais. Acreditam que em pouco tempo vai haver um leitor de mentes que funcionaria à distância, decodificando o que passa pela cabeça de qualquer pessoa - para o bem ou para o mal...

Pensamentos roubados
Imaginem, por exemplo, um terrorista numa estação de trem em Nova York. Ele pode montar um equipamento portátil capaz de ler mentes e descobrir, por exemplo, o código de acesso ao computador central do serviço de inteligência dos Estados Unidos, caso aponte a máquina para um funcionário do serviço de inteligência.

E a tecnologia é tão avançada que pode não deixar o menor rastro. O espião terrorista poderia usar o laser para escanear o cérebro do agente enquanto ele está lê os números. Tudo o que é pensado seria interpretado pelo computador.

É claro que os pesquisadores esperam que a leitura de mente seja usada apenas pra fins pacíficos. Mas é um tema tão intrigante que envolve instituições de pesquisa de todo o planeta.
No Japão, eles estão inventando uma máquina capaz de ler até o que nós estamos sonhando.

Gravador de sonhos
As experiências realizadas no Instituto de Pesquisas em Telecomunicações Avançadas, em Quioto, seriam chamadas de mágica, milagre ou telepatia há alguns anos. O cientista Yukiaso Kamitami diz: "a minha meta é gravar os sonhos". Para chegar lá, os pesquisadores começaram a identificar imagens formadas no cérebro. Os primeiros testes foram bem-sucedidos.

Nos testes, os cientistas projetaram lá dentro do aparelho de ressonância magnética símbolos como um quadrado. Os voluntários olhavam fixamente para a figura. O aparelho captava a atividade cerebral e um computador interpretava o que a pessoa estava pensando. O resultado foi que a figura saiu um pouco borrada, mas o equipamento conseguiu ler o pensamento.

Assim como na pesquisa americana, a principal ferramenta dessa tecnologia é um programa de computador capaz de reconstruir imagens que a gente vê a partir das oscilações do fluxo sanguíneo dentro do cérebro. Essas oscilações variam conforme o símbolo apresentado ao voluntário.

Os pesquisadores japoneses dizem que há teorias de que os sonhos são importantes, por exemplo, no processo de fixação do aprendizado. Se isso for verdade, o gravador de sonhos ajudaria o ser humano a aprender melhor.

O professor diz que o domínio dessa tecnologia ainda está longe de acontecer. Mas um dia o que se passa na nossa mente quando dormimos pode deixar de ser apenas um sonho que esquecemos no dia seguinte.

FONTE: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1548321-5603,00.html


25/03/2010

Chatroulette

Quem entra pela primeira vez no Chatroulette, um site de videochat no qual você e mais um desconhecido qualquer podem interagir através de suas webcams, depara-se de cara com esta singela mensagem: “Por favor, fique vestido”. Na teoria, somente internautas com mais de 16 anos podem acessar o Chatroulette e conhecer, aleatoriamente, pessoas engraçadas, pervertidas, entediadas, criativas e/ou ociosas (não necessariamente nesta ordem). Criado por Andrey Ternovskiy, um estudante russo de 17 anos (fato que me fez entender porque o site não é restrito a maiores de 18 anos), que teve a ideia enquanto conversava com amigos por Skype, o Chatroulette virou a bola da vez na internet, e não é difícil de entender o porquê.
Pra começar, você não precisa preencher nenhum cadastro chato ou fazer qualquer login para entrar na festa. Basta ativar sua webcam, clicar no botão “New game”, e pá-pum: você já entrou nesta roleta russa de pessoas estranhas que começarão a aparecer na janela do lado esquerdo no alto da página. Se a imagem que aparecer no videochat não lhe agradar, basta apertar “Next” para que o sistema do site busque outra webcam aleatória mundo afora. Ou seja, trata-se de fato de uma roleta russa humana, na qual o acaso joga dados, fazendo com que absolutamente qualquer um dos cerca de 35 mil usuários que estão acessando simultaneamente o Chatroulette possa pipocar em seu monitor.
Paris Hilton no Chatroulette
Paris Hilton flagrada no Chatroulette, durante sua passagem no Rio de Janeiro em fevereiro.
Nestes tempos de bigbrotherização das nossas vidas, nada mais natural do que um site no qual pessoas entram para ver e serem vistas tornar-se o hit da vez. E, do mesmo modo que ocorreu com o Twitter, que originalmente foi concebido como um serviço mobile para compartilhar suas atividades cotidianas, e acabou por se tornar um veículo de informações em tempo real sobre eventos como o terremoto no Chile ou o julgamento dos Nardonis (motivando a equipe do Twitter a mudar sua pergunta inicial de “o que você está fazendo?” para “o que está acontecendo?”), creio que o Chatroulette, que surgiu em novembro de 2009, ainda poderá ser aplicado para muitas coisas além dos óbvios usos exibicionistas e onanísticos, constatados por qualquer um que já passou 10 minutos conectado e se deparou com informações visuais realmente desnecessárias, em especial na hora do almoço.
Uma das brincadeiras mais comuns no Chatroulette: propor que as 
pessoas façam determinada expressão.
Uma das brincadeiras mais comuns no Chatroulette: propor que as pessoas tentem imitar determinada expressão.
Tudo na vida é uma questão de timing. Antes do estouro do Chatroulette, já havia outro site, criado 8 meses antes, o Omegle, que também propõe que você converse de forma randômica com qualquer outro maluco que esteja conectado. Porém, não “pegou”, do mesmo modo que foi o Orkut a rede social que emplacou no Brasil, ao invés do seu predecessor Friendster. E, assim como o bem-sucedido Orkut inspirou a criação de dezenas de outros sites semelhantes, já estão no ar vários clones do Chatroulette, como os brasileiros Catapapo e Chat Rolé. Eles têm alguma chance de vingar? Bem, até digo que é possível; afinal de contas, a chave para o sucesso de qualquer rede social, mais do que as features que oferece, é a formação de uma comunidade ativa de usuários, responsáveis por darem vida a um projeto.
O Chatroulette jamais seria a febre atual que é se não fosse frequentado por figuras como Merton, uma figura que liga a sua webcam e improvisa músicas na hora, tal qual um repentista 2.0, de acordo com as reações de cada pessoa que encontra no videochat. Seu primeiro vídeo postado no YouTube obteve nada menos que 4 milhões de visualizações em pouco mais de duas semanas. E motivou o cantor Ben Folds a fazer uma homenagem a Merton. Em um show para cerca de 2 mil pessoas, Ben fez o mesmo que o “piano guy”, acessando o Chatroulette e tocando de improviso à medida em que pessoas apareciam na webcam. O resultado? Um outro vídeo que, postado em 20 de março, já foi visto 1,9 milhão de vezes em apenas 5 dias.
O desenhista do Chatroulette
Outro exemplo de criatividade no Chatroulette: o caricaturista de anônimos do videochat.
É claro que, em meio a sacadas bacanas como a de Merton e o pessoal da banda I Am Un Chien, que fez um videoclipe colaborativo da música “Hologram” aproveitando a reação dos chatrouletters ao seu som, o incauto que destinar uma fração do seu tempo para se aventurar no site encontrará inúmeras pessoas se masturbando ou compartilhando imagens pornográficas tão sutis quanto um elefante dançando macarena. Mas a impressão que tenho é de que sempre foi assim na própria internet em geral, desde os idos tempos do mIRC. Por isso, antes de encarar um Chatroulette como mais uma extravagância inútil, creio que há muitas possibilidades a serem explorados dentro do conceito deste site. Que, no mais, já valeria só pelas boas gargalhadas que dei ao ver as imagens compiladas por http://chatroulette.tumblr.com ou a matéria protagonizada por Jon Stewart, do programa The Daily Show. No mais, penso no Chatroulette como uma expressão fiel do zeitgeist destes tempos contemporâneos, no qual você precisa ser instantaneamente criativo a fim de conseguir capturar a atenção de alguém antes de levar um “next” na cara. E aí recordo a filosofia instantânea de Flávia Lacerda, a @frufru, no Twitter: “A vida é uma grande disputa por quem dá next antes”.

FONTE: http://colunistas.yahoo.net/posts/894.html

22/03/2010

Cientistas observam produção em massa de estrelas há 10 bi de anos

da BBC Brasil
Um grupo internacional de astrônomos descobriu uma galáxia que há 10 bilhões de anos produzia estrelas numa velocidade cem vezes mais rápida do que a da Via Láctea atualmente.
Segundo os pesquisadores liderados pela Universidade de Durham, no Reino Unido, a galáxia conhecida como SMM J2135-0102 produzia aproximadamente 250 sóis por ano.
"Essa galáxia é como um adolescente passando por um estirão [período de crescimento rápido]", comparou Mark Swinbank, autor do estudo e membro do Instituto de Cosmologia Computacional da universidade britânica.

M. Kornmesser/ESO
Galáxia há 10 bilhões de anos produzia estrelas cem vezes mais 
rápido que a Via Láctea atualmente
Galáxia há 10 bilhões de anos produzia estrelas cem vezes mais rápido que a Via Láctea atualmente
A pesquisa, publicada no site da revista científica "Nature", revelou que quatro regiões da galáxia SMM J2135-0102 eram cem vezes mais brilhantes do que atuais áreas formadoras de estrelas da Via Láctea, como a Nebulosa de Órion, indicando uma maior produção de estrelas.
"Galáxias no início do Universo parecem ter passado por um rápido crescimento e estrelas como o nosso Sol se formavam muito mais rapidamente do que hoje", disse.
A mesma equipe já tinha descoberto, em 2009, uma outra galáxia, MS1358arc, que também formava estrelas em uma velocidade maior do que a esperada há 12,5 bilhões de anos.
"Sorte de principiante"
"Nós não entendemos completamente por que as estrelas estavam se formando tão rapidamente, mas nossos estudos sugerem que as estrelas se formavam muito mais eficientemente no início do Universo do que hoje em dia", explicou Swinbank.
A galáxia SMM J2135-0102 foi encontrada graças ao telescópio Atacama Pathfinder, no Chile, operado pelo European Southern Observatory. Observações complementares foram feitas com a combinação de lentes naturais gravitacionais de galáxias nos arredores com o poderoso telescópio Submillimeter Array, no Havaí.
Por causa de sua enorme distância e do tempo que a luz levou para alcançar a Terra, a galáxia só pode ser observada como era há 10 bilhões de anos-luz, apenas três bilhões de anos após o Big Bang.
 
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u710114.shtml

18/03/2010

Energia misteriosa faz dez anos sem ganhar explicação



Uma das maiores descobertas da história da astronomia está completando uma década neste ano, mas cientistas não têm muita motivação para comprar um bolo e tornar a data uma comemoração. Em 1998, dois grupos de pesquisa independentes descobriram que o Universo está se expandido de maneira acelerada --algo que ninguém esperava. Passados dez anos, a força que move esse fenômeno já tem um nome --energia escura--, mas ninguém ainda sabe o que ela é.
"Não estamos mesmo muito mais perto da resposta do que estávamos antes", disse à Folha Robert Kirshner, astrônomo da Universidade Harvard, de Cambridge (EUA). "Mas estamos bem convencidos hoje de que essa coisa existe, e esse sinal não se foi nos últimos anos. Na verdade se tornou melhor, mais evidente."
Kirshner foi um dos astrônomos com papel crucial na descoberta de 1998. Ele inventou uma maneira de analisar a luz de supernovas (explosões de estrelas) em galáxias que se afastam da Terra a alta velocidade para estimar quão distantes elas estão. Sob liderança de Adam Riess, ex-aluno de Kirshner, astrônomos usaram essa técnica para fazer um grande mapeamento do Universo, mostrando que as galáxias mais distantes estão se afastando cada vez mais rápido.
Os astrônomos demoraram para acreditar no que estavam vendo. Já se sabia desde 1929 que o Universo estava em um movimento de expansão, que tinha iniciado com o impulso do Big Bang, a explosão que o originou. Todos achavam, porém, que a força da gravidade de toda a massa que existe no cosmo acabaria freando esse impulso alguma hora.
"No final de 1997, quando estavam saindo as primeiras análises de Adam Riess, ele me disse "Cuidado aí! Parece que nós estamos obtendo massa negativa". Eu respondi então: "Você deve estar fazendo algo errado. Tem certeza de que não esqueceu de dividir por pi?"
Mas não era um erro na fórmula. Os astrônomos ficaram tão chocados quanto Isaac Newton ficaria ao ver uma maçã caindo para cima. Não é possível perceber a energia escura em pequena escala --maçãs costumam cair para baixo aqui na Terra--, mas na escala cosmológica essa força está agindo contra a gravidade, afastando as galáxias umas das outras.
Problema constante
Sem dados experimentais que possam sugerir o que é a energia escura, cientistas voltaram então para a teoria. Algo que poderia explicar a energia escura era um conceito antigo criado por Albert Einstein. Sua teoria da relatividade geral indicava que a gravidade deveria fazer o Universo encolher, mas o grande físico acreditava num cosmo imóvel, parado. Sua solução foi postular uma força repelente para fechar as contas.
A essa nova força --uma tentativa de resolver o problema "na marra"-- o físico deu o nome de "constante cosmológica". O que a idéia implicava era um tanto absurdo: o vácuo, ou seja, o nada, conteria energia.
Aparentemente, na década de 1930, Einstein acabou sucumbindo às provas de que o Universo estava mesmo em expansão e se afastou do debate. Após a descoberta da expansão acelerada em 1998, porém, físicos ressuscitaram sua idéia: a energia escura talvez seja a constante cosmológica.
A essas alturas, a energia do vácuo já não era uma idéia tão absurda, e tinha sido até mesmo postulada na forma de "partículas virtuais" pelos físicos quânticos. Com base nisso, então, teóricos calcularam qual seria o valor da constante cosmológica se ela fosse mesmo o impulso do "vazio quântico". Só que a conta não fechou.
"A energia escura é ridiculamente pequena, e a energia do vácuo teórica é ridiculamente grande", explica Raul Abramo, físico da USP (Universidade de São Paulo). "Seria como casar uma ameba com uma baleia."
Outros teóricos postulam que a energia escura seja uma outra força da natureza, uma espécie de "antigravidade". Para isso, porém, precisaria haver evidência de que ela varia no espaço e no tempo. Em outras palavras, seria preciso essa energia não ser "constante". Mas até onde a precisão dos telescópios permite ver, ela é.
Para sair da enrascada, físicos esperam agora a chegada de dados de supertelescópios, mas nada garante que imagens mais precisas tragam novas idéias.

por: RAFAEL GARCIA da Folha de S.Paulo
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u412567.shtml